Coronavírus

Futebolistas italianos consideram "vergonhosa" redução salarial

Giampiero Sposito

Em causa está redução do salário em um terço.

Especial Coronavírus

A associação dos futebolistas italianos (AIC) classificou de "vergonhosa" a decisão dos clubes em reduzir em um terço o seu salário anual para fazer face ao impacto económico da epidemia da Covid-19, recusando a proposta.

"É uma proposta vergonhosa e inaceitável. Está claro que querem que sejam só os jogadores a pagar os eventuais prejuízos económicos da crise", criticou o vice-presidente da AIC, Umberto Calcagno.

Horas antes, os clubes que integram o principal escalão do futebol italiano aprovaram, por unanimidade, a redução salarial nos respetivos plantéis: a Juventus, do internacional português Cristiano Ronaldo, já tinha procedido a um acerto salarial, por iniciativa dos próprios jogadores.

"Esta intervenção, necessária para salvaguardar o futuro de todo o futebol italiano, passará pela redução de um terço do salário anual equivalente a quatro meses de remuneração, caso a atividade desportiva não seja reatada esta época, ou um sexto (dois meses) se os jogos da temporada 2019/20 forem retomados nos próximos meses", justificou a 'Serie A', em comunicado divulgado no site oficial.

A propósito deste documento, Umberto Calgagno lamenta que a única parte importante das medidas traduzidas no comunicado é quando diz que "as equipas devem negociar as modificações do contrato com os jogadores".

Os clubes serão responsáveis por "definir os acordos com os membros das equipas", sendo que o plano de contenção financeira atingirá os futebolistas, treinadores e demais membros dos plantéis principais.

A 'Serie A' entende que esta medida "é necessária" para fazer face "a uma crise sem precedentes" provocada pela propagação do novo coronavírus.

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