Coronavírus

Pelo menos 15 navios de cruzeiros impedidos de desembarcar devido ao coronavírus

Marco Bello

Entre os passageiros e tripulantes, milhares, refere a CNN, os relatos são de pânico. Querem regressar a casa.

Especial Coronavírus

O primeiro registo de um português infetado com o coronavírus teve lugar a bordo de um navio de Cruzeiro. Tratava-se de Adriano Maranhão, canalizador no Diamond Princess - embarcação onde cerca de 1200 tripulantes e 3700 passageiros tiveram de cumprir a quarentena, atracados ao largo do Japão, sem autorização para o desembarque. Estávamos então no final de Fevereiro.

Mais de mês depois, segundo a CNN, continua a haver mais de uma dúzia de navios de cruzeiro na mesma situação. Uns com, outros sem passageiros a bordo. Os portos negam-lhes a entrada.

Entre os passageiros e tripulantes, milhares, refere a CNN, os relatos são de pânico. Querem regressar a casa.

À CNN, o grupo industrial CLIA, que abrange 38 empresas de cruzeiros, com um total de 277 navios, confirmou que, a 31 de Março, 3,6% da frota total ainda estava no mar, e que cinco navios aguardavam o desembarque.

"As restrições de voo e o encerramento de portos levantaram alguns desafios na entrada de navios. No entanto, os nossos membros estão a trabalhar dia e noite para resolver esses obstáculos", garantiu um porta-voz. A CLIA esclareceu ainda que tem vindo a pedir aos portos e governos de todo o mundo para que permitam o desembarque, "com segurança e o mais rápido possível".