Coronavírus

Cinemas perderam em março mais de 75% de receitas e de audiência

Willy Kurniawan

Salas de cinema fecharam de forma gradual até 18 de março, por causa das medidas restritivas para conter a pandemia de Covid-19.

Especial Coronavírus

Os cinemas portugueses tiveram em março uma quebra de mais de 75% em número de espetadores e em receitas, comparando com março de 2019, por causa da pandemia da Covid-19, revelou o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

As salas de cinema fecharam de forma gradual até 18 de março, por causa das medidas restritivas para conter a pandemia daquela doença, e isso refletiu-se numa quebra abrupta tanto em número de espetadores como em receitas de bilheteira.

Segundo o ICA, em março contabilizaram-se 254.673 espetadores na rede de exibição de cinema, ou seja, menos 76,6% do que em março de 2019, quando tinham sido registadas mais de um milhão de entradas.

Em receita de bilheteira, em março deste ano registaram-se 1,3 milhões de euros, quase cinco vezes menos do que em março de 2019, mês em que se contabilizaram 5,8 milhões de euros.

Analisando o trimestre, o ICA refere que, entre janeiro e março deste ano, as salas de cinema totalizaram 2,5 milhões de espetadores (menos 18,7% do que no mesmo período de 2019), e 13,7 milhões de euros de receita bruta de bilheteira (menos 17,4% do que no trimestre homólogo).

O filme mais visto no trimestre, e que se estreou em janeiro, foi "1917", de Sam Mendes, com 328 mil espetadores. O filme português mais visto, também chegado às salas em janeiro, foi "O filme do Bruno Aleixo", de Pedro Santo e João Moreira, com cerca de 23.900 espetadores.

Ainda segundo o ICA, no primeiro trimestre foram considerados concluídos, com cópia entregue ao instituto, 14 filmes portugueses que tinham obtido apoio financeiro, dos quais seis são longas-metragens.

Entre os filmes concluídos, e ainda por estrear em sala, estão as longas-metragens "O ano da morte de Ricardo Reis", de João Botelho, "Aurora", de João Vieira Torres, e as curtas-metragens "A perfeição", de Hugo Vieira da Silva, e "Catavento", de João Rosas.Segundo o ICA, no primeiro trimestre de 2019 tinham sido concluídos 13 filmes e, no mesmo período de 2018, foram 21 obras cinematográficas portuguesas. Em 2014, apenas foi contabilizada a produção de um filme no primeiro trimestre.

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