Coronavírus

"Ninguém quer ver a Ryder Cup sem o público"

Peter Cziborra

Torneio de golfe está previsto decorrer entre 25 e 27 de setembro.

Especial Coronavírus

A Ryder Cup, o clássico torneio bienal de golfe entre equipas dos Estados Unidos e da Europa, seria inconcebível sem público, defendeu hoje o capitão europeu Padraig Harrington, rejeitando a ideia do evento decorrer à porta fechada.

"Ninguém quer ver a Ryder Cup sem o público presente. Não há qualquer dúvida que a presença de público contribui decisivamente para melhorar o evento", afirmou o irlandês Padraig Harrington, de 48 anos, numa entrevista à BBC.

A Ryder Cup, competição disputada alternadamente de dois em dois anos entre a Europa e os Estados Unidos, está prevista para decorrer entre os dias 25 e 27 de setembro, em Haven, no Wisconsin (norte dos Estados Unidos da América).

Dado o atual cenário de pandemia de Covid-19, a realização da prova nas datas previstas poderá ter que decorrer sem a presença de público, algo que desagrada a Padraig Harrington, vencedor por quatro vezes em seis participações.

"Os que não jogam golfe e os que jogam, assistem à Ryder Cup por causa da tensão criada pelo público", disse Padraig Harrington, que conta no seu palmarés com três grandes títulos.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o calendário de golfe profissional sofreu alterações, com as três provas do Grand Slam nos Estados Unidos - PGA Championship, US Open e Masters - a serem remarcados para o segundo semestre e o Open Britânico a ser cancelado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

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