Coronavírus

Covid-19: Presidente do Marítimo confirma redução de salários

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Se a I Liga voltar, os jogadores irão receber as verbas que lhes forem cortadas.

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O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, confirmou esta quinta-feira à Lusa a redução de salários de 33% nos meses em que não houver I Liga portuguesa de futebol, notícia avançada pelo Diário de Notícias da Madeira.

Já existe acordo com os jogadores e com a equipa técnica do plantel principal, evitando o cenário de 'lay-off', e que começou em março, tendo havido um corte de 20% no rendimento.

Ainda em relação ao regresso do campeonato, o dirigente do emblema insular considera os cenários avançados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) como meros "palpites", não ficando contente em vir a disputar as dez jornadas restantes em Portugal continental.

"O campeonato não será na Madeira. Será no Porto, em Lisboa ou no Algarve. Se andarmos para lá e para cá, são logo 28 dias de quarentena. Como é que nós jogamos? O que a Liga está a fazer é montar cenários, mas o único cenário que pode ser válido é o que a Direção Geral da Saúde pode emanar. O levantamento do estado de emergência e o regresso ao trabalho. Só eles é que podem", comentou.

A pandemia da covid-19 é motivo de preocupação em vários aspetos para Carlos Pereira, que, mesmo assim, tem confiança que o problema poderá ser ultrapassado.

"Esta pandemia está a preocupar-me enquanto cidadão com saúde, está a preocupar-me enquanto cidadão com responsabilidade no desporto, está a preocupar-me muito também na parte empresarial. O que está a acontecer é um desastre, mas esperamos sobreviver a este 'tsunami' e ultrapassá-lo, porque, se tivermos saúde, vamos recuperar tudo", afirmou.

Um dos pontos mais fortes que o novo coronavírus afetou foi a nível financeiro e o presidente maritimista deu a sua opinião em como as pessoas devem reagir.

"O prejuízo é sempre preocupante em qualquer circunstância. Ninguém trabalha para ter prejuízos, mas sim para obter lucros. Há prejuízos que aparecem inesperadamente e que nós temos de estar preparados para eles. Não estando preparados, temos de nos adaptar", considerou.