Coronavírus

Controlos policiais reforçados durante férias da Páscoa em Itália

Alberto Lingria

Para impedir movimentações sem razões convincentes.

Especial Coronavírus

Os controlos policiais em Itália serão reforçados durante as férias da Páscoa para impedir movimentações sem razões convincentes, anunciou esta sexta-feira a ministra do Interior italiana, Luciana Lamorgese.

"Os controlos policiais serão fortalecidos para impedir que as pessoas entrem na sua segunda casa ou em resorts turísticos. Aqueles que não puderem justificar a sua deslocação serão penalizados", afirmou Luciana Lamorgese ao jornal Corriere della Será.

A ministra justificou que os italianos devem ficar em casa também na Páscoa para "permitir que a Itália saia o mais rápido possível" da situação pandémica.

A pandemia de covid-19 já matou mais de 18.000 pessoas na Itália, onde as pessoas estão em isolamento social há um mês, sendo autorizadas apenas saídas essenciais relacionadas com o trabalho ou a saúde.

Apesar da proibição imposta aos italianos de não deixarem o seu município de residência, as autoridades temem que os três dias do fim de semana de Páscoa, combinados com o bom clima da primavera, motivem as pessoas a fazer-se à estrada, algo que implica risco de novos surtos da epidemia.

"Compreendo que fechados em casa e com a chegada do verão os italianos queiram voltar à normalidade (...), mas não podemos baixar a guarda agora com comportamento irresponsável", frisou Luciana Lamorgese.

Ainda de acordo com dados da ministra do Interior italiana, desde 11 de março, data do início do confinamento em Itália, a polícia local controlou quase seis milhões de pessoas e multou mais de 220.000.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 94 mil.

Dos casos de infeção, mais de 316 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 811 mil infetados e mais de 65 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 18.279 óbitos em 143.626 casos confirmados até hoje.

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