Coronavírus

Portugal com 435 mortos e 15.472 infetados pelo novo coronavírus

MARIO CRUZ

Em relação a quinta-feira, verifica-se um aumento de 10,9% no número de casos de infetados.

Especial Coronavírus

Portugal regista hoje 435 mortos associados à Covid-19, mais 26 do que na quinta-feira, e 15.472 infetados (mais 1.516) indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortos (240), seguida da região Centro (107), da região de Lisboa e Vale do Tejo (78) e do Algarve, com oito mortos.

O boletim dá hoje conta de dois óbitos nos Açores.

De acordo com os dados disponibilizados pela DGS, há 15.472 casos confirmados, mais 1.516, o que representa um aumento de 10,9% face a quinta-feira.

Relativamente a quinta-feira, em que se registavam 409 mortos, hoje observou-se um aumento de 6,4% (mais 26).

Das 435 mortes registadas, 284 tinham mais de 80 anos, 92 tinham idades entre os 70 e os 79 anos, 43 entre os 60 e os 69 anos, 12 entre os 50 e os 59 anos e quatro verificaram-se quatro óbitos entre os 40 aos 49 anos.

Em relação às 15.472 pessoas infetadas pelo novo coronavírus, a grande maioria, 14.293 (+ 11,8%) está a recuperar em casa, estando internadas 1.179 pessoas (mais seis do que quinta-feira, + 0,5%), 226 (menos 15, -6,2%) das quais em Unidades de Cuidados Intensivos.

Os dados da DGS, que se referem a 78% dos casos confirmados, precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo coronavírus (851), seguida do Porto (840 casos), Vila Nova de Gaia (710), Gondomar (629), Matosinhos (619), Braga (546), Maia (543), Valongo (455), Ovar (379) e Sintra com 358 casos.

Desde o dia 1 de janeiro, registaram-se 123.564 casos suspeitos, dos quais 4.509 aguardam resultado dos testes.

O boletim epidemiológico indica também que há 103.583 casos em que o resultado dos testes foi negativo e que o número de doentes recuperados aumentou para 233 (eram 205).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 8.897, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 3.821 casos, da região Centro (2.197), do Algarve (279) e do Alentejo, que hoje apresenta 125 casos.Há ainda 94 pessoas infetadas com o vírus da covid-19 nos Açores e 59 na Madeira.

A DGS regista também 25.914 contactos em vigilância pelas autoridades de Saúde (mais 1.206 do que na quinta-feira).

A faixa etária mais afetada pela doença continua a ser a dos 40 aos 49 anos (2.735), logo seguida dos 50 aos 59 anos (2.712), dos 30 aos 39 anos (2.195) e dos 60 aos 69 anos (1.959).

Há ainda a registar 245 casos de crianças até aos nove anos, 400 de jovens com idades entre os 10 e os 19 anos e entre os 20 e os 29 anos há 1.608 casos.

Os dados indicam também que há 1.406 casos de pessoas com idades entre os 70 e os 79 anos e 2.192 com mais de 80 anos.

Globalmente, há em Portugal 8.945 mulheres infetadas pelo novo coronavírus e 6.527 homens.

Portugal, em estado de emergência até 17 de abril e onde o primeiro caso foi confirmado em 02 de março, está na terceira e mais grave fase de resposta à doença (Fase de Mitigação), ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

Decisões sobre o funcionamento do 3º período

O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira que, até ao 9.º ano, todo o terceiro período prosseguirá com ensino à distância, com avaliação, mas sem provas de aferição.

A incerteza sobre uma eventual reabertura das escolas prende-se com o ensino secundário.

O primeiro-ministro reconhece que gostaria que os alunos que têm exames nacionais pudessem voltar às aulas, se possível no início de maio. Mas António Costa diz que ainda não consegue avançar uma data e para já fica essa questão por resolver.

Certo é que as aulas, a serem retomadas nas escolas, serão limitadas e o calendário de exames foi revisto.

Os estudantes do 11.º e 12.º anos poderão escolher os exames nacionais que querem fazer de acordo com as disciplinas específicas pedidas pelas instituições do ensino superior a que se queiram candidatar, esclareceu o ministro da Educação na quinta-feira.

Eurogrupo alcança acordo inédito

O Eurogrupo chegou a acordo em relação à resposta económica à crise provocada pela Covid-19. Os ministros das finanças da zona euro aprovaram a disponibilização imediata de um pacote de 500 mil milhões de euros que tem como objetivo apoiar os sistemas de saúde, o desemprego e a liquidez das empresas.

Na reunião por videoconferência, foi também aprovada a criação de um fundo de recuperação das economias para ser usado no futuro. Os contornos deste fundo serão desenhados pelo Conselho Europeu, que deverão decidir se o acesso ao financiamento vai ser feito através da emissão de dívida conjunta, os chamados euro bonds ou corona bonds, ou através de outras formas alternativas.

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