Coronavírus

Sétima morte causada por Covid-19 no lar de São José em Ílhavo

(Arquivo)

Shaun Best

Continuam ainda 33 utentes infetados internados.

Especial Coronavírus

Uma mulher de 95 anos que estava infetada com o novo coronavírus morreu na quinta-feira no Lar de São José, em Ílhavo, elevando para sete o número de mortes associadas à covid-19 naquela instituição, foi esta sexta-feira divulgado.

No lar gerido pelo Património dos Pobres da Freguesia de Ílhavo, continuam internados mais 33 utentes infetados.

Em declarações à Lusa Paulo Edgar, coordenador do Património dos Pobres da Freguesia de Ílhavo, disse que, nesta altura, estão a procurar reforçar os meios humanos com mais enfermeiros.

A própria autarquia fez um apelo urgente no seu site'para recrutar para trabalho temporário profissionais de enfermagem com disponibilidade imediata que possam exercer funções no lar.

A primeira vítima mortal do lar de São José foi uma mulher de 85 anos que morreu no dia 31 de março, depois de ter sido transportada para o Hospital de Aveiro onde lhe foi diagnosticada a Covid-19.

Nesse mesmo dia e no dia seguinte, foram transportados para o Hospital de Aveiro mais dois utentes que foram diagnosticados com Covid-19, um dos quais também acabou por morrer no domingo.

Entre segunda e quarta-feira, registaram-se mais quatro vítimas mortais (dois homens e duas mulheres).

Dos 53 utentes do lar de São José, 40 tiveram um resultado positivo nos testes à Covid-19.

Os utentes que não estão infetados foram transferidos para uma antiga unidade residencial de Ílhavo e os restantes permanecem no lar que foi alvo de uma desinfeção por parte da GNR.

Nos 11 municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, de acordo com dados do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, há 1.051 pessoas infetadas, ente as quais estão 80 idosos em lares, havendo ainda a lamentar 58 óbitos.

O Hospital de Aveiro recebeu na passada terça-feira dois mil kits de testes de despiste para a Covid-19, depois de o presidente da Câmara local ter denunciado a existência de lares à espera da execução de testes, porque não havia zaragatoas para recolher amostras.

Com a chegada dos kits foi possível começar a fazer testes nos lares da zona de Aveiro, tendo sido testados, entre terça e quinta-feira, 150 utentes e funcionários em lares dos concelhos de Aveiro, Estarreja e Murtosa.

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