Coronavírus

Autoridades temem surtos de sarampo por causa da pandemia de Covid-19

O alerta é da Unicef. Com os programas de vacinação a serem adiados devido à pandemia de Covid-19, há 117 milhões de crianças, em 37 países, que podem não ser imunizadas a tempo.

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O Reino Unido, lembra a BBC na edição online, é um dos países que deixou de ser considerado livre de Sarampo por ter vindo a registar casos crescentes da infeção, potencialmente mortal.

Ali, apesar da vacina estar disponível, de forma gratuita, para as crianças, e de 95% terem tomado a primeira dose, alcançando a meta defendida pela Organização Mundial da Saúde, apenas 87,4% levaram a segunda injeção.

E como o sarampo é altamente infeccioso, até pequenas quebras na taxa de vacinação podem ter impacto na imunidade de grupo.

A OMS determinou, entretanto, que os países em que não exista um surto ativo de sarampo possam interromper temporariamente as campanhas de vacinação.

Outros 24, onde há surtos da doença, decidiram adiá-las por causa da pandemia de coronavírus:

• Bangladesh • Brasil • Bolívia • Camboja • Chade • Chile • Colômbia • Djibuti • República Dominicana • República Democrática do Congo • Etiópia • Honduras • Cazaquistão • Quirguistão • Líbano • Maldivas • México • Nepal • Nigéria • Paraguai • Somália • Sudão do Sul • Ucrânia • Uzbequistão

A Unicef acredita que a lista de países que terão de enfrentar o crescimento da infeção possa não ficar por aqui.

"Se a difícil escolha de interromper a vacinação for feita devido à disseminação do coronavírus, instamos os líderes a intensificar os esforços para rastrear crianças não vacinadas, para que as populações mais vulneráveis possam receber vacinas contra o sarampo assim que possível", apelou a porta-voz deste órgão das Nações Unidas.

Joanna Rea teme que estas "Interrupções nos serviços de vacinação aumentem o risco das crianças contrairem doenças mortais, agravem a actual pressão sobre os serviços nacionais de saúde, e contribuam para uma segunda pandemia de doenças infecciosas".