O Presidente da República anunciou esta quinta-feira a renovação do estado de emergência em Portugal, devido à pandemia do coronavírus, até 2 de maio.
Num discurso feito ao país, Marcelo Rebelo de Sousa enumerou as três razões que o levaram a renovar pela segunda vez o estado de emergência e disse que espera que esta seja a última vez.
Entre as razões, está a situação nos lares, a necessidade de estabilização do número diário de internamentos, para assegurar o bom funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, e dar tempo e espaço ao Governo para estudar a possível abertura da economia, no final de abril.
O chefe de Estado deixou uma mensagem aos mais velhos, assegurando que “ninguém quer dividir os portugueses”; aos mais jovens, elogiando a sua “capacidade de reagir”; e aos autarcas, defendendo o seu “papel de proximidade”.
Marcelo defendeu ainda que maio tem de ser “um mês de ponte entre dever e esperança”, e que o “milagre de Portugal”, como é visto pela Europa, é na verdade “fruto de sacrifício”.
“Se isto é um milagre, como os outros lá fora o dizem, então nós, povo português, somos um milagre vivo há quase nove séculos. Se isto é um milagre, o milagre chama-se Portugal.”

