Coronavírus

Líbano regista primeiro infetado num campo de refugiados palestinianos

Mohamed Azakir

Uma equipa de médicos encontra-se no local onde realiza testes de despistagem.

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Um primeiro caso de infeção de covid-19 foi detetado no campo de refugiados palestinianos de Wavel no Líbano, anunciou a ONU, que está a realizar testes médicos às populações locais.

O paciente foi transferido para o hospital público Rafic Hariri em Beirute, disse na terça-feira à noite a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (Unrwa) que não forneceu mais detalhes sobre o caso de contágio.

Segundo a France Presse, o doente é um refugiado palestiniano que se encontra num campo de refugiados libanês depois de ter abandonado a Síria.

O campo de Wavel, mais conhecido por "Campo Galileia", fica situado na zona da cidade de Baalbek, no vale de Bekaa.

Uma equipa de médicos encontra-se no local onde realiza testes de despistagem de covid-19, disse a Unrwa através de um comunicado.

Centenas de infetados e dezenas de mortos

No Líbano encontram-se 677 pessoas infetadas pelo novo coronavírus que comunicou 21 mortos.

A propagação da pandemia entre os refugiados sírios e palestinianos é uma das principais preocupações das organizações não-governamentais referindo a elevada densidade populacional nos campos e a existência de famílias numerosas.

No Líbano encontram-se neste momento 174 mil refugiados palestinianos, de acordo com os relatórios oficiais, acreditando-se que o número pode ser superior, ultrapassando o meio milhão de palestinianos.

As Nações Unidas registaram um milhão de refugiados sírios mas o governo de Beirute acredita que se encontram no país um milhão e meio de pessoas que fugiram da guerra na Síria.

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