Coronavírus

Bruxelas estima contração recorde de 7,7% na zona euro em 2020

Virginia Mayo

Economia deverá recuperar apenas parcialmente em 2021.

Especial Coronavírus

A Comissão Europeia estima que a economia da zona euro conheça este ano uma contração recorde de 7,7% do PIB, como resultado da pandemia da covid-19, recuperando apenas parcialmente em 2021, com um crescimento de 6,3%.

Como já era expectável, nestas Previsões Económicas da Primavera hoje divulgadas, as primeiras a terem em conta o impacto da crise provocada pela pandemia, o executivo comunitário reviu em profunda baixa as anteriores projeções de crescimento, em cerca de nove pontos percentuais, apontando que, "apesar da resposta rápida e abrangente, tanto a nível da União Europeia como nacional, a economia europeia vai experimentar uma recessão de proporções históricas este ano".

No anterior exercício de previsões macroeconómicas, em fevereiro passado - quando o novo coronavírus ainda parecia confinado à China -, Bruxelas antecipava que a zona euro crescesse 1,2% do PIB tanto no ano em curso como no próximo.

Três meses depois, a Comissão estima uma contração no espaço da moeda única que fica muito acima do daquela verificada no auge da anterior crise financeira - quando a zona euro contraiu 4,5% em 2009 -, e até da recente previsão do Fundo Monetário Internacional (7,5%), e alerta que "os riscos em torno desta previsão são também excecionalmente grandes e concentrados no lado negativo".

Como consequência do confinamento provocado pela pandemia da covid-19, que levou à paralisação de boa parte da economia europeia, Bruxelas estima também que a taxa de desemprego suba este ano para os 9,6% (face aos 7,5% registados em 2019), e recue apenas parcialmente para os 8,6% em 2021.

Como resultado das medidas orçamentais robustas adotadas pelos Estados-membros para apoiar a economia na atual crise, o executivo comunitário prevê, por outro lado, que o défice público na zona euro aumente de 0,6% do PIB em 2019 para 8,5% em 2020 (recuando para 3,5% em 2021), e que a dívida pública cresça dos 86% verificados em 2019 para 102,7% este ano, antes de abrandar para os 98,8% no próximo.

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