Coronavírus

Mais 15 mortes e 480 infetados com Covid-19 em Portugal

Armando Franca

O último balanço da DGS.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 1.089 mortes e 26.182 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.074 para 1.089, mais 15 - uma subida de 1,4% -, enquanto o número de infetados aumentou de 25.702 para 26.182, mais 480, o que representa um aumento de 1,9%.

O número de casos recuperados subiu de 1.743 para 2.076, mais 333 do que no dia anterior.

Há 838 doentes internados, 136 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (623), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (226), do Centro (213) Algarve (13), dos Açores (13) e do Alentejo que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Cerca de 30% dos hotéis e restaurantes pondera abrir falência

A pandemia do novo coronavírus deixou hotéis, alojamentos e restaurantes sem clientes. 80% dos estabelecimentos estão de portas fechadas e a falta de receita levou a que a maioria pedisse acesso ao regime de lay-off.

Ainda assim, uma em cada três empresas de hotelaria e restauração admite não ter pago ordenados em abril. É sensivelmente a mesma percentagem de hotéis e restaurantes que pondera agora declarar falência.

Em causa ficam milhares de postos de trabalho. Os dados são da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e têm por base um inquérito feito a mais de 1.700 entidades.

Pais preocupados com regresso às escolas: "Os nossos filhos não são cobaias"

A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação está preocupada com o regresso dos alunos dos 11.º e 12.º anos à escola por considerar não estarem reunidas as condições de segurança, mesmo com as restrições anunciadas.

Kacper Pempel

O Ministério da Educação enviou na terça-feira às escolas orientações para o regresso às aulas em regime presencial, que arrancam em 18 de maio os alunos do 11.º e 12.º anos.

Em comunicado, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação diz que "este regresso será alegadamente para que os alunos tenham contacto com os seus professores antes dos exames, que lhes permitam preparar-se melhor" para as provas.

"A coberto de um argumento válido, pensamos que se procura um grupo-alvo de estudo em meio semi-controlado para que se teste a imunidade coletiva. Não se pode permitir isto, pois os nossos filhos e educandos não são cobaias", realça a Confederação.

Fenprof critica documento "generalista" e pede protocolo sanitário para as escolas

A Federação Nacional dos Professores considera que as medidas apresentadas pelo Governo para a reabertura das escolas não são suficientes para garantir a segurança dos alunos e dos professores.

Mário Nogueira afirma que deveria ter sido elaborado um protocolo sanitário para todas as escolas, porque o documento de orientações é “demasiado generalista” e deixa à consideração dos estabelecimentos situações que deveriam estar definidas como distâncias de segurança e número de alunos por sala.

O líder do sindicato apela ainda à contratação de mais professores para que a carga de trabalho não tenha que ser reduzida.

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