Coronavírus

Espanha regista mais 229 mortes por Covid-19. Números voltam a aumentar

Susana Vera

O último balanço das autoridades de saúde espanholas.

Especial Coronavírus

O Ministério de Saúde espanhol anunciou esta quarta-feira a existência de 26.999 mortes e 222.857 casos de Covid-19 no país.

O número de vítimas mortais subiu, de ontem para hoje, de 26.070 para 26.999, mais 229, um aumento relativamente ao dia anterior, enquanto o número de infetados aumentou para 222.857, mais 1410 face a quinta-feira.

Até ao momento 131.148 pacientes foram identificados como recuperados.

Os dados diários indicam ainda que, nas últimas 24 horas, foram hospitalizados 762 doentes, num total de 121.776 de pessoas que precisaram de ser internadas até agora.

Espanha iniciou na segunda-feira a primeira fase de alívio das medidas em vigor de luta contra a Covid-19, com a abertura parcial do pequeno comércio, como barbearias, cabeleireiros e restaurantes que passam a vender comida para levar.

O Governo espanhol deverá decidir até ao fim de semana quais são as províncias que podem passar à etapa seguinte do desconfinamento, que inclui a abertura de mais estabelecimentos (esplanadas e locais de culto entre outros) e o fim da obrigatoriedade de se fazer previamente marcações no comércio de rua, mas sempre com rigorosas condições de segurança e com entrada limitada.

O levantamento das medidas de confinamento em vigor só deverá terminar no final de uma quarta etapa, em finais de junho ou princípios de julho.

Portugal, Espanha e Itália pedem rendimento mínimo europeu

Ministros dos Governos de Portugal, Espanha e Itália defendem a criação de um sistema de rendimento mínimo europeu, apelando à solidariedade como veículo para minimizar a crise provocada pelo novo coronavírus, Covid-19.

A proposta, publicada hoje no jornal Público, é defendida num texto conjunto assinado pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, Ana Mendes Godinho, pelo vice-presidente do Governo de Espanha, Ministro dos Direitos Sociais e Agenda 2030, Pablo Iglesias, e pela ministra do Trabalho e Políticas Sociais de Itália, Nunzia Catalfo.

ANTÓNIO COTRIM

Os três subscritores do artigo dizem que a União Europeia carece de um quadro comum de rendimento mínimo, que não esteja limitado a níveis de sobrevivência ou ao rácio de pobreza calculado a partir do rendimento médio europeu, mas que seja antes um quadro juridicamente vinculativo, que permita que todos os Estados membros estabeleçam um rendimento mínimo, adequado e adaptado ao nível e ao modo de vida de cada país.

Confinamento durante a pandemia fez aumentar casos de violência doméstica na Europa

O número de casos de violência doméstica durante o confinamento imposto pela pandemia da Covid-19 aumentou até 60%, alertou hoje o departamento europeu da Organização Mundial de Saúde, manifestando "profunda preocupação".

O diretor para a região europeia, Hans Kluge, afirmou em conferência de imprensa virtual que em países como a Bélgica, Bulgária, França, Irlanda, Federação Russa, Espanha e Reino Unido aumentaram os casos de "violência interpessoal" entre parceiros íntimos e contra crianças.

Hans Kluge indicou que o número de chamadas de mulheres vítimas de violência doméstica teve aumentos até 60% nos países europeus e as denúncias 'online' aumentaram até cinco vezes durante o mês de abril por comparação com os números do mesmo período do ano passado.

Federação espanhola quer cinco substituições por jogo

A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) vai propor a possibilidade de serem realizadas cinco substituições por jogo, de modo a proteger os jogadores depois de um longo período de confinamento devido à pandemia da Covid-19.

EMILIO MORENATTI

"A RFEF vai levar na sexta-feira à Comissão Delegada o aumento para cinco substituições em todos os jogos das categorias nacionais de maneira extraordinária. Estas substituições podem ser efetuadas em três momentos do jogo, com o objetivo de proteger a saúde dos jogadores, devido às limitações ao treino impostas pelo período de confinamento", refere em comunicado.

Mundial de MotoGP pode arrancar em julho com duas provas em Jerez

O campeonato do mundo de MotoGP, suspenso devido à pandemia Covid-19, deverá arrancar em julho com dois grandes prémios consecutivos e sem público no circuito espanhol de Jerez de la Frontera.

A decisão foi tomada após uma renião por videoconferência entre os representantes da Junta da Andaluzia (governo regional), de Jerez de la Frontera e a Dorna Sports, organizadora do campeonato, no qual participa o português Miguel Oliveira na categoria máxima (MotoGP), entidades que vão agora propor ao governo espanhol a sua autorização, bem como à Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

LAI SENG SIN

Além destes dois grandes prémios, a serem disputados em 19 e 26 de julho nas três categorias (MotoGP, Moto2 e Moto3), o acordo anunciado pelo vice-presidente da Junta da Andaluzia, Juan Marin, prevê uma prova do mundial de Superbikes em 2 de agosto, igualmente no circuito de Jerez.

ACOMPANHE AQUI TODA A INFORMAÇÃO SOBRE A COVID-19

  • 15:42