Coronavírus

Covid-19: China regista novo foco em Wuhan depois do fim do confinamento

WU HONG/ EPA

Depois do alívio das restrições e do declínio do número de novos casos, as autoridade chineses apresentam agora um registo de novos focos na cidade onde o vírus surgiu pela primeira vez.

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As autoridades e os especialistas em saúde já vieram alertar que, à medida que os países aliviam as medidas de bloqueio e as pessoas voltam a deslocar-se com mais liberdade, é provável que haja um aumento de contágios.

Na China, as autoridades falam agora de um pequeno grupo de casos, todos no mesmo complexo residencial.

Depois de, no dia 3 de abril, ter sido identificado o primeiro caso, a cidade de Wuhan confirmou esta segunda-feira que há cinco novas infeções.

Este será o primeiro foco da doença a surgir depois do final do bloqueio, a 8 de abril.

Um dos cinco casos relatados na segunda-feira é a mulher de um homem de 89 anos, que tinha sido o primeiro caso confirmado na cidade em mais de um mês.

Apesar destes casos terem sido previamente classificados como assintomáticos, e ainda que o país não contabilize, por isso, no registo oficial de infeções, estas pessoas podem espalhar o vírus.

Atualmente há centenas de casos assintomáticos a serem monitorizados pelas autoridades de saúde de Wuhan.

Já em Shulan, na província de Jilin, perto das fronteiras com a Rússia e a Coreia do Norte, registaram-se 11 novos casos no fim de semana.

De acordo com o Global Times, a cidade já declarou a lei marcial e entrou em confinamento, com o Governo a dar ordem para que todos os locais públicos fossem fechados temporariamente.

Shulan passou a ser a única cidade do país com a designação de alto risco. Todos os residentes foram aconselhados a ficar em casa e apenas um membro da família pode sair todos os dias para comprar produtos essenciais.

Todos os transportes públicos foram suspensos e os táxis não podem sair da cidade.