Coronavírus

Voo "quase cheio" para as Canárias gera momentos de tensão a bordo

Twitter Efrén Hernández @efren_hr

Ministério dos Transportes vai investigar procedimentos da companhia aérea Iberia Express.

Especial Coronavírus

Vários passageiros de um voo da Iberia Express, que seguiu de Madrid para as Canárias no domingo, protestaram através das redes sociais e questionaram se as normas de segurança estariam a ser cumpridas. O avião estava "quase cheio", sem que fosse assegurada a distância de segurança entre os passageiros, como é possível ver nas seguintes imagens.

Depois dos protestos, a Guarda Civil espanhola decidiu apresentar uma denúncia contra a companhia aérea por alegadamente violar os regulamentos do decreto de alarme. Segundo as autoridades, o avião voou com uma ocupação que excedia os 70% da capacidade (155 passageiros de 180) e as distâncias de segurança não foram respeitadas.

Os passageiros relataram que, apesar de estarem separados no aeroporto, não sabiam que viajariam nestas circunstâncias. Os voos de e para as ilhas espanholas são permitidos por motivos de força maior e o passageiro deve apresentar uma declaração a comprovar a necessidade da viagem.

Questionado sobre a capacidade dos voos de e para as ilhas, o Ministério dos Transportes e Mobilidade espanhol explicou que o decreto reitera que as companhias aéreas devem limitar a ocupaçação em 50%, revela o jornal espanhol El País. Foi também aberta uma investigação por parte do Ministério, que já solicitou à empresa dados da ocupação do voo e as medidas tomadas para evitar contágios.

Por usa vez, a Iberia Express explicou esta segunda-feira que cumpriu as diretrizes estabelecidas pelo decreto do estado de alarme. Segundo a empresa, os aviões incluem um sistema de ar que permite a sua renovação a cada dois e três minutos - filtro HEPA - com "99,9% de eficácia". Além disso, reforçou a desinfeção e a limpeza diária e suspendeu os serviços de restauração.