Coronavírus

Centeno estima perda de receita de 10 mil M€ este ano

Em entrevista à TSF, o ministro das Finanças admitiu que aumentos na função pública, entre outras medidas, terão de ser repensadas.

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O ministro das Finanças estimou hoje, em entrevista à TSF, uma perda de receita de 10 mil milhões de euros este ano e admitiu que terão de ser repensadas medidas previstas para 2021 como aumentos na função pública.


"Vai ter de ser tudo repensado", disse Mário Centeno em entrevista à rádio TSF, considerando que as medidas terão de ser repensadas à medida da perna que "infelizmente encurtou".


Segundo Centeno, perante a gravidade da crise há que ter "humildade" de refazer planos.


O governante indicou que as suas estimativas apontam para uma "elevada perda de receita" pelo Estado, a qual "vai ser muito próxima dos 10 mil milhões de euros até final do ano".


"Este número tem de ser melhor enquadrado também com a resposta europeia, percebemos o quão importante são as respostas europeias para sair da crise", disse.


Quanto ao aumento extraordinário das pensões previsto para maio, Centeno disse que ia repetir as palavras do primeiro-ministro, António Costa, de que "o Orçamento do Estado é para cumprir".


Já questionado sobre se haverá austeridade, Centeno afirmou que neste momento o que o Governo está a fazer "é o contrário de austeridade", considerado que é importante acordar no que significa austeridade, definindo como "fazer cortes em períodos recessivos".


"Estamos a fazer o contrário disto. O que aí vier depende do caráter mais ou menos temporário desta recessão", acrescentou.


Sobre o orçamento suplementar, Mário Centeno admitiu que será necessário, explicando que esse orçamento suplementar não implica refazer todo o orçamento.


O que será feito é "adequar os 'plafons' orçamentais às medidas que estamos a adotar e que pensamos adotar", afirmou, referindo como fundamentais alterações no financiamento da Segurança Social e da Saúde.


Sobre se serão canalizadas verbas de uns ministérios para outros, Centeno admitiu que poderá ser feito "desde que não ponha em causa as políticas essenciais de cada Ministério".

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