Coronavírus

Número de mortes volta a baixar nas últimas 24 horas em Espanha

Susana Vera

Nas últimas 24 horas morreram 138 pessoas infetadas com o novo coronavírus.

Especial Coronavírus

Espanha registou 138 mortes devido à pandemia de covid-19 nas últimas 24 horas, um decréscimo em relação às 217 de quinta-feira.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, o país contabilizou um total de 27.459 óbitos desde que a doença foi declarada.

Segundo os números divulgados, há 549 novos casos com a doença, elevando para 230.183 o total de infetados confirmados até hoje pelo teste PCR, o mais fiável na deteção do novo coronavírus.

Os dados diários indicam ainda que, nas últimas 24 horas, foram hospitalizados 346 doentes, num total de 124.571 pessoas que precisaram de ser internadas.

Em comparação com os dados totais de quinta-feira, hoje houve um aumento de 0,24% de novos casos com a doença e de 0,5% de óbitos.

As comunidades autónomas espanholas que ainda não passaram à fase um do desconfinamento vão hoje saber se o Governo vai autorizar essa transição a partir de segunda-feira, uma semana depois das restantes regiões.

Uma delas é a comunidade de Madrid, a mais atingida pela pandemia, que o executivo manteve na fase zero contra a vontade dos dirigentes regionais, que continuam a insistir que estão prontos para aliviar as medidas de confinamento em vigor.

A partir de hoje, todas as pessoas que entrem em Espanha têm de cumprir uma quarentena durante 14 dias.

Os trabalhadores transfronteiriços, os dos transportes e suas tripulações, bem como os profissionais de saúde que vão exercer a sua atividade laboral, ficam isentos desta medida, desde que não tenham estado em contacto com pessoas diagnosticadas com a covid-19.

Espanha é o segundo país com mais mortos com a covid-19 por cada milhão de habitantes (584 óbitos), depois da Bélgica (773) e antes da Itália (519), Reino Unido (495) e França (420), numa lista em que os Estados Unidos têm 263 e Portugal 116.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou quase 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Pelo menos 100.000 trabalhadores da saúde, ou até mais, foram infetados com covid-19 em todo o mundo, alertou na quinta-feira o Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN na sigla em inglês), que pediu aos governos que publiquem dados atualizados nesta matéria.

Muitos países da Europa e de outras zonas especialmente afetadas pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, informaram que mais de 10% dos seus afetados são trabalhadores do setor da saúde, com Espanha a divulgar a taxa mais alta, 19%.

A organização sublinha que a comparação entre países é difícil devido a diferentes formas de contabilizar as infeções.Howard Catton, da direção do ICN, disse que Espanha apenas divulgou a morte de três enfermeiros e enfermeiras devido à pandemia, enquanto países com taxas mais baixas do que a espanhola, como os Estados Unidos, Reino Unido ou Brasil, indicaram números mais elevados de vítimas.

"A grande diferença nos números indica que era útil ter informação mais completa, para compreender os riscos", disse Catton numa conferência de imprensa.

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