Coronavírus

Situação na Área Metropolitana de Lisboa não justifica cerca sanitária

JOSÉ SENA GOULÃO

Segundo a ministra da Saúde, Marta Temido.

Especial Coronavírus

A ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu esta segunda-feira que não existem na Área Metropolitana de Lisboa (AML) situações epidemiológicas de covid-19 que justifiquem a adoção de medidas como cercas sanitárias.

"Naturalmente que, se houver alguma evolução da situação, que neste momento não está patente nos números de que dispomos, que exija uma medida dessa tipologia, isso poderá ser considerado", ressalvou a governante.

"Mas, neste momento, não temos situações epidemiológicas que possam justificar uma situação desse tipo", reforçou Marta Temido, numa declaração transmitida pela RTP, antes de uma reunião com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS).

A ministra da Educação falava depois de o presidente da Câmara da Azambuja ter revelado que 40 pessoas do bairro social da Quinta da Mina testaram positivo à covid-19 e ter admitido a possibilidade de pedir um cordão sanitário.

"Estamos a falar de nove famílias de etnia cigana. Já enviei a listagem para as autoridades de saúde e esperamos agora para saber o que podemos fazer. Não excluo a necessidade de existir uma vigilância ativa destas pessoas, uma espécie de cordão", disse Luís de Sousa (PS) à agência Lusa.

Sobre a situação epidemiológica na Azambuja, a ministra da Saúde notou que o concelho "teve um conjunto de casos relacionados com pessoas que vão trabalhar à Azambuja" e não com residentes.

As autoridades estão agora a testar os moradores, e o Delegado regional de saúde diz que o cordão sanitário não faz qualquer sentido, bastando isolar quem der positivo.

Nove moradores estão infetados, entre eles um bebé de três meses. Nas próximas horas serão conhecidos os restantes resultados.