Coronavírus

Portugal com mais cinco mortes e 342 casos de Covid-19

Rafael Marchante

O último balanço da DGS.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou este domingo a existência de 1.479 mortes e 34.696 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.474 para 1.479, mais cinco, enquanto o número de infetados aumentou de 34.351 para 34.693, mais 342, o que representa um aumento de 1%.

O número de casos recuperados subiu de 20.807 para 20.995, mais 188. Há 398 doentes internados, 58 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo (13.073), onde se tem registado maior número de surtos, há mais 255 casos de infeção (+2%).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.909, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 13.073, da região Centro, com 3.823, do Algarve (389) e do Alentejo (268).

Os Açores registam 141 casos de Covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A região Norte continua também a ser a que regista o maior número de mortos (806), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (398), do Centro (244), do Algarve e dos Açores (ambos com 15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de sábado, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 749 vítimas mortais são mulheres e 730 são homens.

Das mortes registadas, 1.000 tinham mais de 80 anos, 282 tinham entre os 70 e os 79 anos, 130 tinham entre os 60 e 69 anos, 47 entre 50 e 59, 17 entre os 40 e os 49. Há duas mortes registadas entre os 20 e os 29 anos e uma na faixa etária entre os 30 e os 39 anos.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.614), seguido por Vila Nova de Gaia (1.592), Sintra (1.558), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256) e Loures (1.209).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.776), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.837) e das pessoas com idades entre os 30 e os 39 anos (5.361).

Azambuja, o centro de todas as preocupações

Casos em Lisboa e Vale do Tejo devem "crescer nos próximos dias"

A ministra da Saúde admitiu este sábado que "é muito provável que o número de casos em Lisboa e Vale do Tejo venha a crescer nos próximos dias", mas afastou a adoção de "medidas mais restritivas" para a região.

MANUEL DE ALMEIDA

Na conferência de imprensa diária, de sábado, sobre a situação da pandemia de covid-19, onde não foi revelado o boletim atualizado devido a uma falha no sistema de informações, Marta Temido realçou que as autoridades não têm "ainda a perceção exata" da dimensão do aumento de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, a que mais preocupa as autoridades nesta altura.

"Medidas mais restritivas não estão em cima da mesa", assegurou, referindo que foram feitos "mais de 14 mil testes de rastreio" nos focos identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo e que "ainda hoje (sábado) estão a decorrer testes".

À data de 5 de junho, a incidência cumulativa nos "concelhos que mais preocupam" as autoridades sanitárias era de: 555 casos em Lisboa, 545 casos em Loures, 504 casos na Amadora, 402 casos em Odivelas e 391 casos em Sintra.

Estes são "casos novos reportados nos últimos 14 dias, que se mantêm ativos", especificou a ministra.

Recusando divulgar informação detalhada sobre determinada empresa ou outro local, por nisso não ver "nenhuma vantagem", a ministra adiantou que os testes nos focos identificados resultaram em 4,6% de casos positivos, até ao final do dia de quinta-feira, já que os dados das últimas 24 horas ainda não estão disponíveis.

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