Coronavírus

OMS alerta para aceleração do ritmo de contágio em África

Números ainda sao baixos, mas é preciso manter uma "vigilância constante".

Especial Coronavírus

O ritmo de contágio do novo coronavírus "está a aumentar" em África, apesar do número pouco expressivo de casos naquele continente, o que obriga a manter uma "vigilância constante", disse hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Por agora, África regista apenas uma pequena fração de casos em todo o mundo. Mas o ritmo de contágio está a aumentar", realçou a diretora regional para o continente africano da OMS, Matshidiso Moeti.

Para a responsável, "a ação rápida e atempada dos países africanos permitiu manter um número baixo de casos" de covid-19.

Matshidiso Moeti alertou, no entanto, que é necessário manter uma "vigilância constante" para travar a pandemia e evitar "sobrecarregar os sistemas de saúde".

A diretora regional da OMS sublinhou ainda que as medidas tomadas para a população se manter em casa e o encerramento de comércios resultaram em "enormes custos" particularmente nas comunidades mais vulneráveis e marginalizadas.

"É fundamental nesta resposta atingir um equilíbrio entre salvar vidas e proteger os meios de subsistência, particularmente em África", destacou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 416 mil mortos e infetou mais de 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 5.678 mortos confirmados e mais de 209 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.389 casos e 12 mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), Cabo Verde (616 casos e cinco mortes), São Tomé e Príncipe (632 casos e 12 mortos), Moçambique (472 casos e dois mortos) e Angola (113 infetados e quatro mortos).

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados (mais de 772 mil, atrás dos Estados Unidos) e o terceiro de mortos (39.680, depois de Estados Unidos e Reino Unido).