Coronavírus

"Manusear papel não implica risco muito grande", diz DGS

Mas não é recomendado que serviços disponibilizem revistas ou jornais.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde explicou hoje que manusear papel "não implica um risco muito grande" de contágio pelo novo coronavírus, mas disse não recomendar que serviços públicos disponibilizem revistas ou jornais para ser mais fácil limpar as superfícies.

"Manusear papel -- sejam jornais, sejam revistas ou folhas e cadernos -- não implica um risco acrescido, muito grande", afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, falando na conferência de imprensa diária da evolução do surto de covid-19 no país.

De acordo com a responsável, há, porém, "aqui uma nuance", visto que "é muito mais fácil higienizar num cabeleireiro, entre cada cliente, um espaço onde não está nada -- que é pulverizar, passar um pano e fica limpo -- do que num espaço onde estejam muito objetos".

"Nos cabeleireiros, nos barbeiros, nos consultórios, estamos sempre a recomendar a higienização das superfícies [...] e por isso é que nos habituamos agora a ver essas superfícies muito libertas de objetos -- de revistas, de jarras, de tudo o que é supérfluo", acrescentou.

Ainda assim, isto não está relacionado com os materiais em si, neste caso o papel, segundo Graça Freitas.

"Temos de, por um lado, dizer que o risco de manusear papel não é muito grande, mas continuamos a achar que em zonas comerciais esse papel não deve estar presente apenas porque melhora muito a capacidade de limpeza e de higiene de superfícies", justificou, quando questionada sobre quais as recomendações da DGS para este tipo de elementos.

Mais de 430 mil mortos e 7,7 milhões de infetados no mundo

A pandemia de covid-19 já matou 430.289 pessoas e infetou pelo menos 7.794.930 em todo o mundo, desde que a China notificou oficialmente o surto da doença em dezembro, segundo um balanço feito pela AFP, hoje às 11:00 TMG, a partir de fontes oficiais.

Ppelo menos 3.513.400 são agora considerados curados.

Os países mais afetados:

  • Estados Unidos, com 115.436 mortos em 2.074.526 casos confirmados
  • Brasil com 42.720 mortos e 850.514 casos,
  • Reino Unido com 41.662 mortos (294.375 casos)
  • Itália com 34.301 mortos (236.651 casos)
  • França com 29.398 mortos (193.616 casos).
  • A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), com 83.132 casos (57 novos casos entre sábado e domingo), incluindo 4.634 mortes e 78.369 recuperações.

A Europa totalizava 187.550 mortos (2.393.826 casos) hoje às 11:00 TMG, os Estados Unidos e o Canadá 123.599 mortos (2.172.934 casos), a América Latina e as Caraíbas 78.293 óbitos (1.614.810 casos), a Ásia 22.824 óbitos (822.639 casos), o Médio Oriente 11.591 óbitos (548.026 casos), África 6.301 óbitos (233.992 casos) e a Oceânia 131 óbitos (8.710 casos).

Portugal com 1517 mortes e 36.690227 casos de Covid-19

Nas últimas 24 horas, morreram mais 5 pessoas, totalizando 1517 o número de mortes por Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia, segundo os dados divulgados este domingo pela DGS.

Quanto ao número de infetados, há mais 227 casos, perfazendo um total de 36.690.

91% dos novos casos de Covid-19 na região de Lisboa

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 14.828 casos confirmados, acima dos 14.622 casos totalizados até sábado.

Por sua vez, a região Norte continua a registar o maior número de infeções, 17.078.

Já a região Centro contabiliza 3.874 casos confirmados, seguida pelo Algarve (395) e o Alentejo (282).

Links úteis

Mapa com os casos a nível global