Nas últimas horas morreu mais um dos utentes do lar de Caneças, em Odivelas, vítima da Covid-19. São agora duas as vitimas mortais na instituição, que tem 85 infetados, entre utentes e funcionários.
A primeira morte aconteceu na terça-feira. Nenhum dos 60 idosos infetados tinha precisado de ir ao hospital, mas na segunda-feira à tarde, um dos utentes piorou repentinamente.
DEMORA NO RESULTADO
A direção do lar disse à SIC que um dos idosos apresentou sintomas, foi-lhe feito o teste e asseguram que o resultado demorou a chegar, um período de tempo suficiente para que o vírus se propagasse nas instalações.
Dos 90 utentes, 58 ainda estão infetados e a maioria não tem sintomas. Também há 27 funcionários com o vírus, que estão em casa a recuperar.
O lar continua a assegurar o apoio ao domícilio a dezenas de utentes, com os trabalhadores que testaram negativo.
Segundo o relato de empregados do lar, um piso inteiro foi completamente infestado há mais de uma semana. Há denúncias de que, mesmo com sintomas, vários funcionários foram obrigados a trabalhar.
PROFISSIONAIS DE SAÚDE "SÃO OS GRANDES VETORES DE ENTRADA" DO VÍRUS NOS LARES
A afirmação é da diretora-geral da Saúde que, na segunda-feira, lançou um apelo a quem trabalha em mais do que uma instituição.
Graça Freitas falava durante a habitual conferência de imprensa no Ministério da Saúde, em que é feito o balanço da pandemia em Portugal.
Desde o início da pandemia, centenas de idosos que residem em lares portugueses contraíram a Covid-19.
Os casos mais recentes, além deste, ocorreram em Alcobaça, no Lar da Misericórida em Aljubarrota, onde morreram dois utentes, e em Reguengos de Monsaraz, em que foram confirmados mais de 60 casos de Covid-19.

