Coronavírus

Brasil regista 552 mortos e 30.476 infetados nas últimas 24 horas

Myke Sena

O foco da pandemia continua a ser o estado de São Paulo.

Especial Coronavírus

O Brasil registou 552 mortos e 30.476 infetados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, estando ainda a ser investigada uma eventual relação de 3.824 vítimas mortais com a doença, anunciou este domingo o executivo.

Segundo o Ministério brasileiro da Saúde, 322 das 552 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos dados de hoje.
No total, o país sul-americano concentra 57.622 óbitos e 1.344.143 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia, registada oficialmente no Brasil em 26 de fevereiro.

A letalidade da doença no Brasil, segundo país do mundo com mais mortos e infetados, mantém-se hoje nos 4,3%, momento em que 733.848 pacientes infetados já recuperaram da covid-19 e 552.673 doentes continuam sob acompanhamento.

O foco da pandemia continua a ser o estado de São Paulo, que totaliza hoje 271.737 pessoas diagnosticadas com a covid-19 e 14.338 óbitos, seguindo-se o Rio de Janeiro, que concentra 111.298 casos de infeção e 9.819 vítimas mortais.

Ambos os estados estão localizados no sudeste brasileiro, a região mais afetada pela pandemia, com 469.459 casos confirmados e 26.624 mortes.

O Brasil tem agora uma incidência de 27,4 mortes e 639,6 casos da doença por cada 100 mil habitantes, num país com uma população estimada de 210 milhões de pessoas.

Face às mais de 55 mil mortes no Brasil, mil cruzes foram hoje cravadas em frente ao Congresso brasileiro, como parte de uma manifestação simbólica, recordando os milhares de óbitos devido à covid-19 no país e o "negacionismo" do Presidente, Jair Bolsonaro.

Durante três horas, as cruzes "decoraram" os amplos jardins em frente à sede do Congresso e que constitui parte da Esplanada dos Ministérios, a ampla avenida em Brasília onde estão localizados os principais edifícios públicos do país, incluindo o da presidência.

O ato batizado de "Stop Bolsonaro" foi organizado por um movimento de esquerda que se identificou como "Resistência e Ação" e que, desta forma, quis recordar as milhares de vítimas do novo coronavírus no Brasil.

"Mais de 50 mil mortes. Bolsonaro pare de negar", lia-se, em grandes letras, no única inscrição que acompanhava as cruzes cravadas no centro do poder no Brasil.

O líder de extrema-direita é um dos governantes mundiais mais céticos em relação à gravidade da pandemia, chegando a chamar a covid-19 de "gripezinha", defendendo a imediata normalização de todas as atividades e o fim das medidas de distanciamento social impostas pelos governadores e municípios para enfrentar o novo coronavírus.