Coronavírus

Mais 24 portugueses foram repatriados da Venezuela devido à Covid-19

YEFFERSON SUÁREZ

Desde março 256 portugueses foram repatriados da Venezuela.

Especial Coronavírus

Vinte e quatro portugueses foram repatriados, sábado, da Venezuela, país onde ficaram retidos devido à pandemia da covid-19, avançaram fontes diplomáticas à agência Lusa.

“Foram repatriados num voo da Plus Ultra, organizado pela Espanha, que partiu com mais 376 passageiros a bordo, europeus de diferentes nacionalidades”, explicou uma das fontes.

O voo, deveria ter partido do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (28 quilómetros a norte da capital) pelas 17:00 horas locais (22:00 horas de sábado em Lisboa), mas registou “um atraso de mais de cinco horas e 45 minutos”.

Entre os portugueses, segundo fontes diplomáticas, encontram-se sete cidadãos oriundos da Madeira, que vão ter que viajar depois de Madrid para Lisboa e para o Funchal, devendo submeter-se novamente a testes da covid-19 e, se necessário, fazer quarentena.

As restrições locais com motivo da quarentena preventiva da covid-19 obrigaram à emissão de “salvo-condutos” para que os passageiros a serem repatriados possam chegar até à cidade de Caracas e, daí, até ao aeroporto, num dia em que foi notório um reforço das operações de controlo de circulação implementadas pelas autoridades venezuelanas.

“Desde cedo, as saídas e entradas da cidade, estiveram fortemente controladas. A polícia parava todos os carros, observava o interior das viaturas, pedia o salvo-conduto e questionava o motivo da circulação”, explicou Daniel González à agência Lusa.

Desde março 256 portugueses foram repatriados da Venezuela, 181 deles a 13 de junho, num voo organizado por Portugal.

As autoridades consulares portugueses estão atentas a eventuais pedidos de mais portugueses, com residência em território português, que pretendam ser repatriados, num próximo voo, devendo para tal notificar os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência.

Por outro lado, a oposição venezuelana denunciou que em Espanha estão retidos, devido à quarentena, entre 700 e mil venezuelanos que não puderam ainda regressar ao país, muitos dos quais sem recursos económicos.

Segundo o diário venezuelano El Nacional, o Governo do Presidente, Nicolás Maduro, não permitiu que nos quatro voos de repatriamento realizados até agora pela Espanha regressem a Caracas cidadãos da Venezuela, exigindo que o repatriamento seja efetuado pela companhia aérea Conviasa.

No entanto, segundo o portal Crónica Uno, mais de 60 pessoas conseguiram embarcar para Caracas, sexta-feira, no avião da Plus Ultra (que traria sábado os europeus repatriados), apesar de não existir uma lista de espera ou de passageiros, presumindo-se que “são em maioria próximos do Governo de Nicolás Maduro”.

Na Venezuela estão oficialmente confirmados 6.537 casos de pessoas infetadas e 59 mortes associadas ao novo coronavírus. Estão ainda dados como recuperados 2100 pacientes.

A Venezuela está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia.

Os voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.

Mais de 527 mil mortos e mais de 11,1 milhões de casos em todo o mundo

Pelo menos 527.241 pessoas morreram em todo o mundo devido à pandemia do novo coronavírus, desde que este surgiu, em dezembro na China, segundo um balanço da Agência France Presse, às 20:00, a partir de dados oficiais.

Mais de 11.145.640 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 5.727.400 foram considerados curados.

Desde a contagem realizada na sexta-feira às 19:00 TMG (20:00 em Lisboa), registaram-se mais 4.376 mortes e foram diagnosticados mais 180.827 casos em todo o mundo.

Países mais atingidos

Os países com mais novas mortes são o Brasil, com 1.290, o México, com 654, e a Índia, com 442.

Os Estados Unidos, onde a primeira morte devido à covid-19 foi registada em fevereiro, é o país mais afetado pela pandemia tanto em número de mortes (129.584) como de casos diagnosticados (2.818.588). Pelo menos 790.404 pessoas foram declaradas curadas naquele país.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 63.174 mortes e 1.539.081 casos diagnosticados, o Reino Unido, com 44.198 mortes e 284.900 casos, Itália, com 34.854 mortes e 241.419 casos, e França, com 29.893 mortes e 203.367 casos.

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que regista o maior número de mortes em comparação com a sua população, com 84 mortos por 100 mil habitantes, seguindo-se o Reino Unido, com 65, Espanha, com 61, Itália, com 58 e a Suécia, com 54.

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 83.545 casos (três novos entre sexta-feira e hoje), 4.634 mortos (zero novos) e 78.509 recuperados.

A Europa totalizava às 20:00 de hoje 199.050 mortes e 2.710.595 casos diagnosticados, os Estados Unidos e o Canadá 138.304 mortes e 2.923.905 casos, a América Latina e o Caribe 124.355 mortes e 2.806.243 casos, a Ásia 37.000 mortes e 1.432.118 casos, o Médio Oriente 17.472 mortes e 811.831 casos, África 10.927 mortes e 451.075 casos, e a Oceânia 133 mortes e 9.882 casos.

Portugal com mais 7 mortes e 413 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou este sábado a existência de 1.605 mortes e 43.569 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de sexta-feira para sábado, de 1.598 para 1.605, mais 7 em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 43.156 para 43.569, mais 413.

O número de casos recuperados subiu de 28.424 para 28.772, mais 348

Dúvidas sobre os números da DGS relativos aos casos de Covid-19

O boletim da Direção Geral da Saúde pode não estar a contabilizar todos os casos de Covid-19.

De acordo com o semanário Expresso, há laboratórios, universidades e médicos que não registam os casos positivos de Covid-19.

Há, por exemplo, diferenças entre o número total de infeções e a distribuição por concelhos, como é o caso do Porto ou Lousada, que estão há semanas sem novos infetados, mas os hospitais negam esses números.

Os profissionais e antigos responsáveis na Saúde questionam mesmo a real dimensão da pandemia em Portugal.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global