Coronavírus

Covid-19: Câmara de Lisboa prolonga apoios a instituições, famílias e associações até ao fim do ano

Rafael Marchante

Já os apoios do município à área da Cultura esgotaram e não foram renovados.

Especial Coronavírus

A Câmara de Lisboa vai prolongar, até 31 de dezembro, os apoios extraordinários concedidos a instituições, famílias e associações no âmbito da pandemia de Covid-19, de acordo com uma proposta aprovada esta quinta-feira por unanimidade.

Em causa está uma alteração do PSD à proposta do BE, responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais, que previa a extensão destes apoios até 31 de outubro.

O município lisboeta, liderado pelo PS, aprovou em abril alterações às regras de funcionamento do Fundo de Emergência Social de Lisboa (FES), que foi dotado de 25 milhões de euros para apoiar Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras entidades sem fins lucrativos, agregados familiares, associações, assim como artistas e agentes culturais.

A câmara vai agora renovar as vertentes de apoio às IPSS, agregados familiares e Movimento Associativo Popular, criadas no FES e que inicialmente terminavam em 31 de junho. Já os apoios do município à área da Cultura esgotaram e não foram renovados.

De acordo com a proposta do vereador do BE, Manuel Grilo, que tem um acordo de governação do concelho com o PS, "a situação no terreno continua a ser sentida e percebida como calamidade, com efeitos extremamente perversos no quotidiano dos munícipes e das entidades sem finalidades lucrativas que operam na cidade".

"O volume de necessidades e carências que o Departamento para os Direitos Sociais (...) continua a registar impõe que estes regimes extraordinários se mantenham vigentes nos próximos meses, garantindo a continuidade das respostas e dos apoios às situações mais prementes, protegendo-se os mais desfavorecidos e/ou vulneráveis", lê-se ainda no texto

Grande Lisboa tem 102 surtos de Covid-19 identificados

A região de Lisboa e Vale do Tejo tem neste momento 102 surtos de Covid-19, segundo os especialistas, sendo que os lares e o contágio dos idosos é, nesta altura, um dos focos da atenção das autoridades de saúde.

Situação de calamidade vai continuar em vigor nas freguesias mais afetadas.

Mário Durval, delegado regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, avisa que as direções dos estabelecimentos têm de manter as medidas para evitar a propagação do vírus, e deixa um alerta.

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