Coronavírus

FMI diz que crise entrou numa nova fase e mundo "não está fora de perigo"

FMI

© Yuri Gripas / Reuters

Recuperação será mais lenta do que o previsto.

Especial Coronavírus

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse esta quinta-feira que a crise provocada pela pandemia entrou numa nova fase, que exige flexibilidade para assegurar "uma recuperação sustentável e equitativa", alertando que o mundo "não está fora de perigo".

As declarações de Kristalina Georgieva foram feitas num texto publicado num blogue, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), dias antes de uma reunião virtual do G20, presidida pela Arábia Saudita.

O que é preciso fazer

No texto, a responsável do FMI anunciou as prioridades: manter, "ou até mesmo alargar", as medidas de proteção social, continuar a investir dinheiro público para estimular a economia e aproveitar esta "oportunidade única num século" para reconstruir um mundo "mais justo, mais verde, mais sustentável, mais inteligente e acima de tudo mais resistente".

"Ainda não estamos fora de perigo", escreveu Georgieva, alertando que uma segunda vaga global da doença poderá levar ao aumento de perturbações na atividade económica. Outros riscos incluem "valores de ativos distorcidos, preços voláteis de mercadorias, aumento do protecionismo e instabilidade política", avisou.

A responsável da instituição financeira apontou, no entanto, sinais positivos, como os "avanços decisivos na investigação de vacinas e tratamentos [que] poderiam aumentar a confiança e a atividade económica".

A economista reconheceu ainda assim que "a incerteza" permanece "excecionalmente elevada".

Recuperação será mais lenta do que o previsto

Os líderes do G20 vão reunir-se num contexto difícil, numa altura em a pandemia continua a progredir, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 24 de junho, quando publicou as previsões económicas mundiais, o FMI considerou que a recuperação será mais lenta do que o previsto.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o FMI a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.