Coronavírus

Covid-19 já matou mais de 708 mil pessoas e infetou mais de 18,8 milhões

Aritana Yawalapiti em 2012

Ueslei Marcelino / Reuters

Uma das vítimas é um dos mais importantes líderes das comunidades indígenas do Brasil.

Especial Coronavírus

A pandemia de covid-19 já matou pelo menos 708.236 pessoas em todo o mundo desde que o vírus foi detetado na China, em dezembro, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais.

Ao todo, 18.843.580 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios, dos quais pelo menos 11.159.300 já foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros fazem os testes para rastreio e muitos países mais pobres têm uma capacidade limitada de fazer testes.

Na quarta-feira foram registadas 6.863 mortes e 262.116 novos casos da doença em todo o mundo. Os países que mais vítimas mortais contabilizaram nos seus últimos relatórios foram o Brasil, com 1.437 novas mortes, Os Estados Unidos (1.262) e a Índia (904).

Líder indígena de 70 anos morre no Brasil

A cada dia morrem mais de 1.400 pessoas de Covid-19 no Brasil. A doença, que já foi detectada em 98% dos municípios brasileiros, provocou a morte nas últimas 24 horas de um dos mais importantes líderes das comunidades indígenas do Brasil, Aritana Yawalapiti.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, atualmente há mais de 21 mil infetados em metade das comunidades que existem no país.

E nos EUA? Trump diz que crianças são praticamente imunes

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em termos de vítimas mortais como de infeções, com 158.268 mortes e 4.824.175 casos, segundo a Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 1.577.851 pessoas foram declaradas curadas no país.

E, pela primeira vez, o Facebook apagou um post do Presidente norte-americano. Isto porque Donald Trump defendia que as crianças são praticamente imunes ao novo coronavirus. A rede social considerou que se trata de uma "alegação falsa".

Os países mais afetados

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 97.256 mortos e 2.859.073 casos, o México, com 49.498 mortos (456.100 casos), o Reino Unido, com 46.364 mortos (307.184 casos), e a Índia, com 40.699 óbitos e 1.964.536 casos de infeção.

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é a que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 85 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida do Reino Unido (68), de Espanha (61), do Peru (61) e da Itália (58).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabiliza oficialmente um total de 84.528 casos (37 novos nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortes e 79.057 recuperados.

Vários países europeus voltam a registar números preocupantes

Vários países europeus estão a atingir valores diários que não se registavam há bastante tempo.

França é um dos casos mais preocupantes de novos infectados. A média da última semana ficou acima dos 1.300 pela primeira vez desde abril, e nas últimas 24 horas foram registados 1.965 casos, o maior aumento diário em mais de dois meses.

No Reino Unido há uma nova cidade em confinamento.

A Bélgica poderá ter já entrado numa segunda vaga de infeções. Antúérpia é o epicentro da doença no país e aposta na testagem, tal como França mas sem capacidade de resposta.

A Europa totalizava, às 12:00 de hoje, 212.023 mortes e 3.279.050 casos, enquanto a América Latina e as Caraíbas registavam 209.934 óbitos (5.213.592 casos).

Os Estados Unidos e o Canadá contabilizavam 167.264 mortes (4.942.213 casos) e na Ásia somavam-se 68.070 óbitos (3.184.253 casos).

O Médio Oriente contabilizava 29.022 mortes (1.206.747 casos), África 21.636 óbitos (996.009 casos) e Oceânia 287 mortes (21.725 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pela AFP junto das autoridades nacionais de saúde e com informações da Organização Mundial da Saúde.

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