Coronavírus

Portugal com 3 mortes e 290 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Rafael Marchante

O último balanço da DGS.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira a existência de 1.746 mortes e 52.351 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu de 1.743 para 1.746, mais 3 do que na quinta-feira. Já o número de infetados aumentou de 52.061 para 52.351, mais 290, uma subida de 0,6%.

Há 356 doentes internados, 36 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

O número de casos recuperados subiu de 37.840 para 38.087, mais 247.

Os números por região

Quanto aos casos confirmados, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera, com 26.928, seguida pela região Norte com 18.952, mais 24 casos, e a região Centro tem 4.508 infeções confirmadas, mais 30 novos casos do que os registados na véspera, de acordo com o boletim.

O Algarve totaliza 911 casos, mais seis do que na quinta-feira, e o Alentejo tem 761, menos um caso de infeção.

Segundo o relatório de hoje, há uma descida do total de casos no Alentejo devido a uma "correção da série histórica e da real atribuição dos mesmos a outras regiões de saúde".

A Madeira regista mais dois casos, totalizando agora 121 infeções confirmadas, e nenhuma morte, e nos Açores os 170 casos de infeção já contabilizados mantêm-se, assim como os 15 mortos anteriormente registados.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (831), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (611), o Centro (252), Alentejo (22), Algarve (15) e Açores (15).

OMS critica opção política por "nacionalismo de vacinas"

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criticou o "nacionalismo de vacinas" para a covid-19, afirmando que qualquer país terá benefícios económicos e de saúde se o resto do mundo recuperar da pandemia.

Amanda Perobelli

"O nacionalismo em relação às vacinas não presta. Não nos ajudará. Quando dizemos que uma vacina deve ser um bem global de saúde pública, não se trata de partilhar por partilhar. Para o mundo poder recuperar mais depressa, tem de recuperar em conjunto", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, numa conferência de imprensa virtual integrada no Fórum de Segurança de Aspen, um encontro global organizado a partir dos Estados Unidos.

Os países que cheguem primeiro a uma vacina e que se comprometam a contribuir para que seja distribuída equitativamente por todo o mundo "não estão a fazer caridade aos outros, estão a fazê-lo por si próprios, porque quando o resto do mundo recuperar e as economias reabrirem, também beneficiam", declarou.

Segunda vaga de Covid-19 pode levar taxa de desemprego em Portugal aos 17,6%

A consultora EY estima que, caso haja uma segunda vaga da pandemia de Covid-19 em Portugal, a taxa de desemprego no país possa atingir os 17,6% no final do ano, segundo um estudo divulgado esta sexta-feira.

"O surgimento de uma segunda vaga da Covid-19 no penúltimo trimestre de 2020 poderá empurrar a taxa de desemprego no país para 17,6%", alerta a EY, referindo que "o impacto será especialmente forte nas economias mais baseadas no emprego temporário e por conta própria".

Neste campo, "Portugal sobressai na União Europeia, com um peso do emprego temporário de 17,9%, sendo superado apenas por Espanha (22,3%)", juntando à equação a EY o emprego por conta própria, que "também tem um peso forte na economia nacional (13,6%)".

Carl Recine / Reuters

O documento da EY conclui também que as "três características centrais" da crise económica associada à pandemia de Covid-19 denotam que a produção de serviços foi "mais afetada que a produção de bens", que os "constrangimentos à mobilidade de pessoas, restrições no contacto social e nas formas de interação física humana penalizam processos de trabalho e de consumo", e que o "'lay-off' representou um mecanismo importante para a defesa do rendimento dos trabalhadores e da liquidez das empresas".

No entanto, ainda relativamente ao 'lay-off', a EY alerta que "o arrastamento da atual situação de convivência entre crise económica e pandemia na saúde pública impactará na subida da taxa de desemprego".

Empresas já podem pedir apoio à retoma da atividade

As empresas com quebra de faturação igual ou superior a 40% podem, desde a quinta-feira, pedir à Segurança Social o novo apoio extraordinário à retoma progressiva da atividade, medida que sucede ao lay-off simplificado.

O formulário para pedir o apoio que irá vigorar entre agosto e dezembro e que varia consoante a quebra de faturação das empresas ficou na quinta-feira disponível no site da Segurança Social Direta.

O apoio extraordinário destina-se a empresas privadas ou do setor social com quebras na faturação igual ou superior a 40%, que retomem a atividade e varia consoante a quebra de faturação.

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