Coronavírus

Portugal em contingência. Arranque do ano letivo motiva decisão do Governo 

Rafael Marchante

Medida entra em vigor a 15 de setembro e as novas medidas serão anunciadas na semana antes.

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O arranque do ano letivo é um dos principais motivos que levaram o Governo a declarar situação de contingência para todo o país a partir de 15 de setembro. Os médicos insistem que nas novas medidas deve constar o reforço dos profissionais de saúde.

À semelhança do que aconteceu há uns meses, os ajuntamentos podem passar a ser limitados a 10 pessoas, a lojas e restaurantes podem passar a fechar às 20:00 e poderá ser proibido consumir bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre.

O governo já esta a preparar as medidas, que vão ser anunciadas a 7 de setembro, mas tal como em França, o uso de máscara sempre que se sai de casa poderá ser uma delas.

Área Metropolitana em Lisboa continua com medidas mais restritivas

A Área Metropolitana de Lisboa já está em situação de contingência há algum tempo e assim continuará. O presidente da AML, Fernando Medina, reconhece que é preciso antecipar o regresso às escolas.

Ao longo de várias semanas, o país foi-se habituando a ver a região da Grande Lisboa como o foco de maior de transmissão e mais contágios por covid-19.

Enquanto a Norte e a Sul o desconfinamento avançava, na Área Metropolitana de Lisboa, o Governo admitia a dificuldade em travar o aumento de novas infeções. Foram adotadas regras mais apertadas nas horas de fecho do comércio e os ajuntamentos limitados a 10 pessoas. Só no final de julho 19 freguesias de 5 concelhos deixaram de estar em calamidade.

As restrições mantiveram-se. A Área Metropolitana de Lisboa continua em situação de contingência, um nível acima do resto do país.

O Presidente da Área Metropolitana de Lisboa, que chegou a criticar a gestão da pandemia no início do verão, reconhece que setembro traz um risco acrescido.

Marcelo diz que situação de contingência visa prevenir portugueses

O Presidente da República disse esta sexta-feira que o Governo, ao colocar a partir de 15 de setembro o país em situação de contingência, está a prevenir os portugueses para diferentes situações, desde regresso de férias ou início de aulas.

"Quanto aos fundamentos do anúncio do Governo [situação de contingência], o que entendi é que o Governo estava a prevenir os portugueses para um conjunto de razões que vão ser visíveis a partir do começo de setembro, desde o regresso de férias, começo das aulas, aumento do turismo, reinício das atividades mais diversas, inclusive desportivas", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Na opinião do chefe de Estado, "há que prever que pode haver fatores e causas que conduzam àquilo que é um pico ou picos de valores superiores em relação a infetados pela covid-19".

DGS admite rever uso de máscara em locais públicos muito movimentados

A diretora-geral de saúde admitiu estar a estudar a possibilidade do uso obrigatório de máscara em locais públicos muito movimentados.

Graça Freitas disse que em breve vão sair novas orientações da DGS quanto ao uso de máscaras.

Portugal com 6 mortes e 401 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

Portugal regista mais seis mortes por Covid-19 e 401 novos casos confirmados de infeção nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado esta sexta-feira.

Desde o início da pandemia, registaram-se em Portugal 57.074 casos de infeção pelo novo coronavírus e 1.815 óbitos.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais novos casos nas últimas 24 horas, com 182 infeções confirmadas, contabilizando 29.514 casos.

Dos seis óbitos, quatro ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, que totaliza agora 660 mortos, e dois na região Norte, que tem 848 vítimas mortais da Covid-19.