Coronavírus

Covid-19. Escolas só fecham em situação extrema

Manual da DGS já foi divulgado.

Especial Coronavírus

O Governo está a ultimar as normas de arranque do ano letivo, mas no manual divulgado na sexta-feira com orientações da DGS, fica claro que as escolas só fecham em último caso se existir um elevado risco de contágio pelo coronavírus.

Dois casos de infeção num estabelecimento de ensino vão ser já tratados como um surto pelas autoridades de saúde. As escolas têm todo um procedimento a cumprir, mas só fecham se a situação for extrema.

“A nossa ação será tão focada, orientada e proporcional quanto possível. Fechar o menos possível, e é fechar do ponto de vista físico: há um encerramento físico de uma sala, ou de uma ala ou zona da escola, em situações extremas pode haver de uma escola. Essa decisão tem de ser tomada pela autoridade de saúde local, regional e nacional e não implica a interrupção do ano letivo”, explicou Graça Freitas.

Em caso de suspeita, o que fazer?

No manual de orientações estão descritos todos os passos a seguir se houver uma suspeita de Covid-19. Depois de ser ativado o plano de contingência, é feita a avaliação de risco de contágio. O rastreio de quem esteve em contacto com a pessoa infetada tem de ser feito logo após a identificação do caso, de preferência nas 12 horas seguintes.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, diz que escolas têm tido tempo para se preparar desde julho e acredita que este manual vai trazer confiança para alunos e encarregados de educação. Marta Temido, ministra da Saúde, diz que é um documento a aperfeiçoar.

Os alunos regressam às aulas presenciais entre 14 e 17 de setembro.