Coronavírus

Brasil ultrapassa as 127 mil mortes pelo novo coronavírus

SEBASTIAO MOREIRA

São Paulo é o foco das infeções.

Especial Coronavírus

O Brasil ultrapassou esta terça-feira a barreira dos 127 mil mortos devido à covid-19 (127.464), após ter contabilizado 504 óbitos nas últimas 24 horas, informou o executivo do país.

De acordo com o último boletim divulgado pelas autoridades de Saúde locais, o Brasil somou 14.279 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, totalizando 4.162.073 infetados desde o início da pandemia, registada oficialmente no país em 26 de fevereiro.

O país sul-americano ainda investiga a eventual relação de 2.485 mortes com a doença, no momento que a sua taxa de letalidade no Brasil está em 3,1%.

Já a taxa de incidência da doença é agora de 60,7 óbitos e de 1.980,6 casos por cada 100 mil habitantes, informou o Ministério da Saúde.

Quanto aos recuperados, 3.397.234 pessoas já se curaram da covid-19 no Brasil, sendo que 637.375 pacientes estão sob acompanhamento médico.

Estados mais afetados

São Paulo (sudeste), o estado mais rico e populoso do Brasil, com cerca de 44 milhões de habitantes, é o foco da pandemia no país, concentrando oficialmente 858.783 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus e 31.430 mortos.

Na lista de estados mais afetados seguem-se a Bahia (nordeste), com 272.814 infetados e 5.734 vítimas mortais, Minas Gerais (sudeste), com 236.663 diagnósticos e 5.877 mortes, e o Rio de Janeiro (sudeste), que totaliza 233.373 casos e 16.646 óbitos.

Face à pandemia no novo coronavírus, em que o Brasil é uma das nações mais afetadas em todo o mundo, a justiça eleitoral do país divulgou hoje novas regras de conduta para o sufrágio municipal, agendado para novembro.

O uso de máscaras será obrigatório por parte do eleitor, e qualquer brasileiro que chegue ao local de voto com o rosto descoberto poderá ser impedido de entrar.

Também será impedido de votar o cidadão que se recusar a higienizar as mãos antes e depois de votar.

As regras foram ditadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país, que recomendou ainda que cada eleitor leve a própria caneta para registar o voto, visando evitar a partilha de objetos e, assim, reduzir o risco de contágio.

As regras vigorarão em todo o território brasileiro, na primeira e segunda voltas, marcadas para 15 e 29 de novembro, respetivamente.