Coronavírus

Covid-19: ensaios da vacina de Oxford suspensos

Dado Ruvic

Em causa estão reações adversas num voluntário.

Especial Coronavírus

A farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford suspenderam os testes a uma potencial vacina contra a Covid-19.

estava na fase final de testes, mas uma reação adversa num voluntário levou a que o processo fosse interrompido.

A AstraZeneca não revelou nenhuma informação sobre o possível efeito colateral, exceto para chamá-lo de "uma doença potencialmente inexplicada".

A farmacêutica considera ser possível que o problema seja uma coincidência, justificando que doenças de todos os tipos podem surgir em estudos de milhares de pessoas.

Na semana passada, a Comissão Europeia oficializou a compra de 300 milhões de doses desta vacina.

Neste momento, há dezenas delas que estão a ser desenvolvidas.

Austrália vai produzir 85 milhões de doses de vacinas Oxford/AstraZeneca

A Austrália vai produzir 84,8 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford contra o novo coronavírus, a partir de 2021, ao abrigo de um acordo multimilionário, anunciou o Governo.

O acordo, no valor de cerca de 1,7 mil milhões de dólares (1,04 mil milhões de euros), permitirá à empresa australiana CSL fabricar uma grande parte das doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa farmacêutica britânica AstraZeneca, além das vacinas que estão a ser desenvolvidas pela Universidade de Queensland, na Austrália.

Os 26 milhões de australianos "terão acesso antecipado a 3,8 milhões de vacinas da Universidade de Oxford em janeiro e fevereiro de 2021", anunciou o primeiro-ministro daquele país, Scott Morrison, em comunicado, sublinhando que as vacinas devem ser seguras e satisfazer os requisitos de saúde antes de serem distribuídas à população.

Vacina de Oxford. Laboratório quer no mercado tão breve quanto possível dois mil milhões de doses

Quando os resultados de uma investigação são publicados numa revista científica é sinal que estão a ser dados passos seguros numa descoberta.

Foram esta segunda-feira conhecidos os resultados preliminares dos testes a uma vacina para a Covid-19, publicadas na revista The Lancet.

A vacida de Oxford foi testada em 1.077 voluntários entre os 18 e os 55 anos. Os resultados são promissores, dizem os insvestigadores, mas o português Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular, prefere ser mais cauteloso.

"São boas noticias, mas é o início de um longo processo. E estes reusltados não garantem o sucesso de uma corrida, que é uma maratona, e há uma história de vacinas que falharam em passos posteriores. E algumas quase, quase no final", diz o investigador português.

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Portugal pode vir a receber até seis vacinas diferentes para a Covid-19 até ao verão do próximo ano.

Já existe um acordo assinado com a farmacêutica britânica AstraZéneca, mas a União Europeia está em negociações com outros cinco fornecedores para a compra antecipada de potenciais vacinas.

Na reunião para analisar a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, o presidente do Infarmed, admitiu que as primeiras doses de uma vacina podem estar disponíveis em dezembro deste ano.

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