Coronavírus

Plano de recuperação: "Dinheiro não entra diretamente para o OE, desengane-se quem pensa assim"

A análise de José Gomes Ferreira ao plano nacional de recuperação e resiliência que Portugal deverá apresentar em breve para aceder aos fundos europeus.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o ministro do Planeamento, Nelson de Sousa estão em Bruxelas no âmbito da preparação do plano de recuperação económica de Portugal, documento estratégico no qual o país deverá dar conta das reformas e investimentos que pretende fazer com recurso à 'fatia' de perto de 15 mil milhões de euros que lhe caberá do Fundo de Recuperação da UE pós-covid-19, acordado em julho passado.

José Gomes Ferreira, em análise na Edição da Tarde da SIC Notícias, explica que o dinheiro que vem de Bruxelas não vai diretamente para o Orçamento de Estado, "desengane-se quem pensa assim". Atribuindo este pensamento a discursos partidário que dizem "não, não, vem aí ajuda europeia, não vem aí crise nenhuma". Acrescentando também que o dinheiro só começa a vir para Portugal, "na melhor das hipóteses, em julho do próximo ano".

"O país está perante desafios muito grandes, o Governo sabe disso, mas infelizmente nem o primeiro-ministro nem os ministros verbalizam a gravidade da situação."

O acordo alcançado no Conselho Europeu, em julho, prevê que os Estados-membros apresentem planos nacionais de recuperação e resiliência a Bruxelas, sendo o português coordenado pelo ministro Nelson de Sousa.