Coronavírus

Prisão de Chaves com 11 casos de infeção pelo novo coronavírus

Dado Ruvic

Há registo de infeções em seis funcionários e cinco reclusos.

Especial Coronavírus

O Estabelecimento Prisional de Chaves tem 11 casos ativos de covid-19, seis dos quais trabalhadores, que estão em isolamento em casa, e cinco reclusos, que estão internados no Estabelecimento Prisional do Porto, adiantou à Lusa fonte dos serviços prisionais.

Numa resposta por escrito, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) explicou que existem no Estabelecimento Prisional de Chaves, no distrito de Vila Real, 11 casos ativos de covid-19 que "envolvem cinco reclusos e seis trabalhadores".

"Conforme o protocolado, e em articulação com as autoridades de saúde, os cinco reclusos foram internados nos serviços clínicos do Estabelecimento Prisional do Porto, que está preparado para receber doentes covid-19, e os trabalhadores permanecem nos seus domicílios", acrescenta a nota.

A DGRSP realça ainda que "por medida de precaução, e atendendo à situação epidemiológica local", se mantêm "suspensas as visitas e deslocações de reclusos ao exterior". Além disso, todos os restantes trabalhadores e reclusos vão ser novamente testados.

"Serão novamente objeto de testagem na próxima semana, cumprindo-se deste modo os períodos temporais de testagem que a saúde pública define como suscetíveis para a incubação da doença", acrescenta.

Em 13 de setembro dois trabalhadores civis e um guarda prisional do Estabelecimento Prisional de Chaves testaram positivo para o novo coronavírus, explica o comunicado.

Após testes a todos os trabalhadores e reclusos, conhecidos em 15 de setembro, registaram-se testes positivos em mais três trabalhadores, um civil e dois guardas prisionais, e em cinco reclusos.

De acordo com o boletim epidemiológico da Unidade de Saúde Pública (USP) do Alto Tâmega e Barroso publicado na quarta-feira, há 43 pessoas em fase ativa da doença no concelho de Chaves, 22 a aguardar resultado laboratorial e 32 em vigilância ativa.

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  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira