Coronavírus

Crianças com cancro podem regressar às aulas presenciais com indicação médica

IPO garante que não há risco acrescido.

Especial Coronavírus

As crianças com cancro com indicação para frequentar a escola devem continuar a fazê-lo, garantiu o Instituto Português de Oncologia.

A diretora de Pediatria do IPO de Lisboa sublinha que cada caso é avaliado individualmente e não há evidência científica que demonstre o risco acrescido destes pacientes de contraírem a covid-19.

Não se pode falar em risco zero, mas também nada indica que as crianças com cancro têm um risco acrescido de contrair o novo coronavírus e a privação ds atividade escolar pode ser mais prejudicial para o desenvolvimento.

Como está a ser o regresso às aulas presenciais

Escolas de Norte a Sul do país abriram portas depois do encerramento forçado, em março, devido à pandemia. E com o regresso às salas de aulas, são impostas novas regras naquela que é considerada já uma “nova era” para o ensino.

OMS considera regresso às aulas como momento decisivo para a Europa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a Europa entrou num momento decisivo no combate à covid-19 com o aumento do número de casos, o início do ano letivo e a chegada em breve do outono.

Numa teleconferência de imprensa, o diretor da unidade de Situações de Emergência da OMS, Michael Ryan defendeu estar na altura de parar de "perseguir quimeras" e tomar decisões duras para proteger os mais vulneráveis e manter os jovens na escola, mesmo que isso signifique fazer sacrifícios.

"A Europa está a entrar numa estação em que as pessoas regressam aos espaços interiores. A pressão da infeção vai aumentar", afirmou.

Segundo defendeu Michael Ryan, os europeus terão de fazer compromissos para manter os mais jovens e os mais velhos na vida social e a única maneira de o conseguirem "é os adultos manterem uma distância que consiga diminuir o contágio".

"O que é mais importante: o regresso dos nossos filhos às aulas ou a abertura de discotecas e bares?", questionou.