Coronavírus

Portugal quer ser dos primeiros a fechar plano de recuperação na União Europeia

MÁRIO CRUZ

Primeiro-ministro disse que o calendário do Governo é o de aprovar o Programa de Recuperação e Resiliência do país a 14 de outubro, e entregar no dia seguinte o primeiro "draft" à Comissão Europeia.

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O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que Portugal quer ser um dos primeiros países a acordar com a Comissão Europeia o seu Plano de Recuperação e Resiliência, dizendo que o país "tem de estar na linha da frente".

António Costa assumiu este objetivo numa conferência que decorreu na Fundação Champalimaud, em Lisboa, depois de a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ter apresentado o Plano de Recuperação da União Europeia perante uma plateia com muitos ministros e secretários de Estado, autarcas, representantes dos governos regionais, parceiros sociais e responsáveis de instituições académicas portuguesas.

Numa intervenção com cerca de 40 minutos, o primeiro-ministro disse que o calendário do seu Governo é o de aprovar o Programa de Recuperação e Resiliência do país em 14 de outubro, entregando no dia seguinte, a 15, o primeiro "draft" à Comissão Europeia.

"Queremos ser dos primeiros países a fechar o acordo com a Comissão Europeia. Queremos fazê-lo porque queremos estar na linha da frente neste trabalho pela resiliência e pela recuperação da Europa", justificou.

Para António Costa, é essencial que Portugal se coloque "na linha da frente", porque a recuperação do país também tem de ser a primeira prioridade.

"Ao mesmo tempo que temos de controlar a pandemia, temos de ser capazes de recuperar a nossa economia, proteger os empregos, recuperar os empregos perdidos e recuperar rendimentos que estão a ser perdidos. Temos de recuperar a trajetória de convergência que tínhamos com a União Europeia", sustentou António Costa.

O primeiro-ministro disse ainda que Portugal não vai recorrer aos empréstimos europeus na recuperação da crise, mas apenas ao montante de apoios diretos.

No seu discurso, o primeiro-ministro acentuou que Portugal está perante "um desafio crucial" para o futuro.

"Temos de enfrentar este desafio com a convicção de que recuperar não significa voltar onde estávamos. A nossa ambição não pode ser a de chegarmos ao fim e estarmos onde estávamos em fevereiro deste ano. Temos de sair desta crise mais fortes, mais resilientes dos pontos de vista social, do potencial produtivo e da competitividade territorial", sustentou.

De acordo com o líder do executivo, se Portugal acelerar os processos de transição climática e digital, "será um país mais prósperos, com melhores condições para a nova geração".

"E é para a nova geração que este plano da União Europeia foi concebido", acrescentou, num discurso em que também repetiu os elogios que fizera na véspera ao mandato da germânica Ursula von der Leyen na presidência da Comissão Europeia.

MÁRIO CRUZ

Ursula von der Leyen elogia a sintonia entre Lisboa e Bruxelas

A presidente da Comissão Europeia garante todo o apoio ao plano de reformas que Portugal vai ter que implementar nos próximos anos para recuperar a economia.

E deixou ainda muitos elogios à forma como o país tem sido pioneiro nalgumas áreas, em sintonia com a visão europeia.

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