Coronavírus

Macron admite restrições em zonas em que coronavírus circula "muito rápido"

CHRISTOPHE SIMON / POOL

Há 10 dias foram impostas novas medidas em Marselha e Guadalupe.

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O Presidente francês, Emmanuel Mácron, admitiu esta quarta-feira a imposição de novas restrições em zonas em que a circulação do novo coronavírus está a ser "muito rápida".

Depois de há 10 dias terem sido impostas novas medidas em Marselha e Guadalupe, na terça-feira também em Paris e nos subúrbios da capital francesa entraram em vigor mais restrições.

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"Em locais onde [o vírus] circula muito rápido, em particular onde circula entre os idosos, que são os mais vulneráveis, e onde há cada vez mais camas de hospital ocupadas, devemos avançar com mais restrições, como por exemplo já acontece em Bouches-du-Rhône, em Paris ou nos subúrbios", afirmou Emmanuel Mácron, durante uma entrevista televisiva.

O chefe de Estado francês descartou, contudo, uma nova limitação nas viagens, salientando que essa não é estratégia que está a ser adotada.

Segundo Mácron, as pessoas têm de entender que este "não é um tempo normal" e não será durante muitos meses.

De acordo com a Agência de Saúde Pública (ASP) francesa, o número de novos casos positivos de covid-19 disparou hoje em França com o registo de 18.746, depois de na véspera terem sido reportados 10.489.

Com estes números, sobem para 653.509 os contágios registados em França desde o início da pandemia do novo coronavírus, tendo sido contabilizadas também 32.445 mortes, 80 delas nas últimas 24 horas.

A taxa de casos positivos nos testes de diagnóstico também subiu, no mesmo período, uma décima, para os 9,1%.

Nos últimos sete dias foram hospitalizadas mais 4.625 pessoas por complicações relacionadas com a covid-19, tendo 919 delas sido internadas nas unidades de cuidados intensivos.

Segundo a ASP, existem 1.267 focos ativos de contaminação em todo o país (mais 96 do que no dia anterior), 239 deles em lares de idosos e centros de cuidados paliativos.

Dos 101 departamentos franceses, 67 estão em situação de vulnerabilidade elevada devido à forte circulação do coronavírus, número que não sofreu alterações relativamente aos dados avançados terça-feira.