Coronavírus

Itália impõe novas medidas restritivas para conter a pandemia

CLAUDIO PERI

País já registou mais de 36.000 mortos.

Especial Coronavírus

Itália anunciou hoje novas medidas restritivas nos espaços público e privado destinadas a controlar o ressurgimento da pandemia do novo coronavírus no país, que já registou mais de 36.000 mortos.

O decreto, assinado pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, válido por 30 dias, proíbe bares e restaurantes de atender e servir bebidas alcoólicas a clientes que não estejam sentados após as 21:00. O encerramento destes estabelecimentos deve ser à meia-noite.

O documento proíbe festas e celebrações em espaços exteriores e também em locais fechados, limitando a seis o número de convidados em casa.

Itália registou 4.619 novos casos de covid-19 na segunda-feira, um recorde desde abril, mas que parece estabilizado e muito mais baixo do que as taxas de contaminação observadas, por exemplo, em França ou em Espanha.

O país tenta evitar um novo confinamento geral como o da primavera, que prejudicou a atividade da terceira economia da zona do euro.

O decreto foi negociado com as regiões, responsáveis diretas pela gestão da saúde, mas o chefe do Governo não descartou a adoção de medidas ainda mais coercitivas no futuro caso a situação continue a se agravar.

Também estão proibidos quaisquer desportos de contacto que não sejam organizados por uma associação que possa manter regras de distanciamento. Casamentos e batismos não podem acomodar mais de 30 pessoas.

Desde a semana passada, o uso de máscara, já amplamente respeitado, passou a ser obrigatório em todo o país, inclusive nos espaços exteriores.

Ao mesmo tempo, a Itália também flexibilizou seu protocolo de saúde vinculado à quarentena de casos de contacto e ao isolamento de casos positivos.

Até ao momento, em caso de teste positivo, a regra era impor 14 dias de isolamento e dois testes negativos ao final desse período para poder sair de casa.

Agora a quarentena será de dez dias e um único teste negativo será o suficiente para estabelecer que uma pessoa está curada.

Mais de 1,077 milhões de mortos no mundo

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e setenta e sete mil mortos e mais de 37,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.094 pessoas dos 87.913 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.