Coronavírus

Covid-19. Marcelo faz ronda de reuniões com representantes da saúde para chegar a consenso

JOSÉ COELHO

Marta Temido, ministra da Saúde, irá ser a primeira pessoa a ser consultada pelo Presidente da República.

Especial Coronavírus

Marcelo Rebelo de Sousa vai iniciar esta semana uma consulta a várias personalidades da área da saúde, começando pela ministra da tutela, Marta Temido, mas recebendo também o atual e os ex-bastonários da Ordem dos Médicos, outros bastonários das áreas ligadas à saúde, ex-ministros da saúde, sindicatos e confederações sindicais e patronais, no que serão "duas ou três semanas muito importantes", adiantou.

O Presidente da República revelou que no final dessas consultas gostaria de encontrar um "consenso de pontos de vista", quer "quanto à evolução da pandemia e das medidas para a enfrentar", mas também de que "há um equilíbrio entre a preocupação com a vida e a saúde e a não paragem radical da economia e da sociedade portuguesa.

Por isso, vai também ouvir o "setor económico e social", concluiu.

Marcelo não descarta subida do défice para reforçar pessoal no setor da saúde

O Presidente da República disse este sábado, não descartar uma subida do défice, em caso de necessidade de reforço de pessoal na área da saúde para combater a pandemia.

"Se se chegar à conclusão de que é preciso reforçar o orçamento da saúde, não estou a ver nenhum partido a dizer que não, por muito que isso custe sacrificar uma ou outra área ou, neste ano que é muito especial, em termos de subida do défice", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

No final de uma visita ao município de Vila do Bispo, Marcelo recorreu-se das palavras do ex-Presidente Jorge Sampaio para reafirmar "que a vida nem começa nem acaba no défice".

"O défice é muito importante, mas se for provado que, efetivamente, é preciso mais uns tantos zero vírgula qualquer por cento pela urgência de reforço do orçamento da saúde e os partidos entenderem que assim deve ser, pois assim deve ser", sublinhou.

Marcelo defendeu que, numa altura em que o orçamento para 2021 "está em cima da mesa" e que a pandemia "ainda vai sobrar para o ano que vem", é preciso responder à questão concreta se "há profissionais em número suficiente, sim ou não".

Medidas mais apertadas

Recolhimento obrigatório, novo estado de emergência ou o regresso ao confinamento: o Presidente da República admitiu esta sexta-feira a hipótese de medidas mais drásticas para controlar a pandemia em Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que quer evitar cenários radicais, mas avisa que se os números se agravarem, nenhum poder político pode ficar parado.