Coronavírus

Covid-19. Bélgica regista mais de 13.000 casos e 50 mortes nas últimas 24 horas 

Francisco Seco

Desde o início da pandemia, o país já registou mais de 250 mil infetados e mais de 10.500 mortos.

Especial Coronavírus

A Bélgica registou 13.227 novos casos positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas, um máximo nacional desde o início da pandemia, que apaga o declínio aparente de quarta-feira e aumenta para 75% a subida média semanal.

Embora os dados reflitam em parte um aumento do número de exames realizados, atingindo uma média de 65 mil exames diários, 35% a mais do que na semana anterior, o número de internamentos e óbitos também subiu.

A incidência média acumulada nos últimos 14 dias por 100.000 pessoas na Bélgica é de 927,9 casos, próxima dos 975,8 da República Checa, país da União Europeia (UE) mais afetado pela segunda onda do novo coronavírus, de acordo com o boletim de quarta-feira do Centro Europeu para Prevenção e Controlo de Doenças.

Nas últimas 24 horas, foram registados 421 internamentos hospitalares na Bélgica, número que não era alcançado desde o dia 10 de abril.
Entre 15 e 21 de outubro, os internamentos aumentaram 88%, chegando a 319,1 por dia.

Em termos de mortes, nas últimas 24 horas ocorreram na Bélgica 50 óbitos relacionadas com o vírus Sars-CoV-2, que provoca a covid-19, enquanto na semana passada a média era de 33 pessoas por dia.

A positividade média do país ficou em 16,3% nos últimos 7 dias, com recorde em Liège (leste), onde chegou a 25%, ou seja, um positivo a cada quatro exames realizados.

Ministro da Saúde alertou para "tsunami" de casos e internamentos

Na segunda-feira, o ministro da Saúde admitiu que e a situação podia ficar fora de controlo, advertindo para o risco de um "tsunami", designadamente em Bruxelas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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