Coronavírus

Covid-19 em Espanha. Mais 19.765 novos casos e 168 mortes

Jon Nazca

O Governo da região de Múrcia decidiu confinar toda a região.

Especial Coronavírus

Espanha registou esta quarta-feira 19.765 novos casos de covid-19 elevando para 1.136.503, o total de infetados no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 168 mortes atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 35.466.

A região de Madrid, a mais atingida desde o início da pandemia, tem hoje mais 2.670 casos de contágio e um total de 301.493.

Internamentos

Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 2.292 pessoas, das quais 493 na Catalunha, 340 na Andaluzia, e 324 em Madrid.

Em todo o país há 17.073 pessoas hospitalizadas com a doença, das quais 2.368 pacientes em unidades de cuidados intensivos.

O nível de incidência acumulada em Espanha subiu hoje para 436 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, sendo as regiões com os níveis mais elevados a de Navarra (1.159), Melilla (1.212), Aragão (940), Rioja (707), Castela e Leão (701), Catalunha (657) e País Basco (542).

Região de Múrcia em confinamento

O Governo da região de Múrcia (sudeste) decidiu esta quarta-feira confinar (limitar a mobilidade) toda a região e cada um dos seus 45 municípios, juntando-se a outras comunidades autónomas que já tomaram este tipo de medidas: Navarra, Rioja, Aragão, Astúrias e País Basco.

Os presidentes das regiões vizinhas de Madrid, Castela-Mancha e Castela e Leão vão-se reunir hoje ao fim da tarde para discutirem a luta contra a pandemia, estando sobre a mesa um possível encerramento coordenado da circulação de pessoas (confinamento) para fora de cada uma das três comunidades autónomas.

Entretanto, o Governo socialista de Pedro Sánchez está a tentar chegar a acordo sobre o prazo de tempo em que o parlamento deve autorizar o prolongamento do atual estado de emergência.

Em vigor inicialmente desde sábado passado e durante 15 dias, o executivo quer aprovar um prolongamento de seis meses, até 09 de maio de 2021, mas a maioria dos grupos parlamentares pretende que o Governo vá em prazos mais curtos à assembleia para defender a renovação desse período excecional.

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