Coronavírus

Covid-19. Patrões dizem que economia não aguenta um recolher obrigatório

O Governo ouviu esta sexta-feira a Confederação Empresarial de Portugal.

Especial Coronavírus

O Governo ouviu esta sexta-feira, para além dos partidos, os parceiros sociais, sobre as medidas que deverá aprovar este sábado no Conselho de Ministros extraordinário. A CIP – que representa os patrões - diz que a economia e as empresas não aguentam sequer o recolher obrigatório e pede medidas mais cirúrgicas.

O aviso está num longo comunicado divulgado durante a reunião. A Confederação Empresarial de Portugal acredita que o segundo choque será ainda mais longo, violento e profundo que o primeiro.

Apela, por isso, ao Governo, que desta vez tome medidas mais cirúrgicas que não causem danos irreversíveis.

Recolher obrigatório entre as medidas propostas pelo Governo

O Governo está a ponderar um confinamento total nas duas primeiras semanas de dezembro, ou seja, tudo encerrado, incluindo comércio e restauração. A única exceção são as escolas.

Ao que a SIC apurou, esta é uma das medidas que está em cima da mesa para tentar que se chegue ao Natal com uma situação mais controlada do que a que vivemos agora.

Para além desta medida, há outras que o Governo pretende fechar no Conselho de Ministros extraordinario deste sábado. Entre elas, o recolher obrigatorio, que pode avançar já nos próximos dias e agravar-se a partir do final de novembro. Para tal, será necessário que o Presidente da República decrete o estado de emergência, criando uma base legal para impor o recolher obrigatório.

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