Coronavírus

Covid-19. Eurocético Nigel Farage volta com partido anti-confinamento

Henry Nicholls

O antigo eurodeputado britânico Nigel Farage anunciou querer mudar o nome do Partido do Brexit para Reforma do Reino Unido.

Especial Coronavírus

O antigo eurodeputado britânico Nigel Farage anunciou esta segunda-feira querer mudar o nome do Partido do Brexit para Reforma do Reino Unido [Reform UK] e lutar contra a estratégia do Governo de confinamento nacional para combater a pandemia covid-19.

"Os confinamentos não funcionam: na verdade, eles causam mais danos do que benefícios. Mas existe uma alternativa confiável, recomendada por alguns dos melhores epidemiologistas e médicos do mundo", escreveu num artigo publicado no jornal Daily Telegraph, em conjunto com Richard Tice.

O anúncio coincide com a decisão do Governo britânico de declarar um confinamento nacional de quatro semanas em Inglaterra a partir de quinta-feira até 2 de dezembro para tentar reduzir o aumento de infeções com covid-19.

Farage invoca a "Declaração do Grande Barrington", subscrita por alguns cientistas britânicos, que defende uma maior proteção para os idosos e pessoas com problemas de saúde que possam resultar em complicações se contraírem coronavírus, enquanto que o resto da sociedade, sobretudo jovens, faz uma vida perto do normal.

"O resto da população deve, com boas medidas de higiene e uma dose de bom senso, seguir em frente. Dessa forma, construímos imunidade na população. Os jovens atuam como guerreiros, criando um escudo de proteção. É claro que as famílias multigeracionais precisarão implementar medidas mais rígidas", refere.

O novo partido pretende também fazer campanha pela restruturação de instituições britânicas como a Câmara dos Lordes, a câmara alta do parlamento, a estação pública BBC e o sistema eleitoral.

"Embora continuemos de olho no Brexit, está na hora de redirecionar nossas energias. Por isso pedimos à Comissão Eleitoral que renomeie o partido. Queremos ser conhecidos como o partido da Reforma", escreve o político, a quem é atribuída parte da responsabilidade pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

O Reino Unido saiu da UE em 31 de janeiro de 2020 na sequência de um referendo realizado em 2016, no qual 52% dos eleitores votaram a favor da saída, e encontra-se em negociações para definir o futuro relacionamento pós-Brexit.

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