Coronavírus

Ordem dos Médicos defende limites à circulação desde 27 de novembro até 9 de dezembro

O Bastonário e o Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos, na sequência das novas medidas de combate à pandemia anunciadas, lançaram algumas recomendações.

Especial Coronavírus

A Ordem dos Médicos está contra a interrupção das restrições entre concelhos nos próximos dois feriados e defende limites à circulação já a partir da próxima sexta-feira e até 9 dezembro, para terminarem após o feriado da Imaculada Conceição.

Sem interrupções, mas com as exceções já previstas na lei, o Bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos emitiram uma série de recomendações para fazer frente à segunda vaga da doença.

Reconhecem e manifestam "preocupação pelo aparecimento de sinais crescentes de saturação e fadiga pandémica na população portuguesa" e a consequente "menor adesão às medidas preventivas e na polarização da sociedade". E por isso reforçam a "necessidade de simplicidade, clareza, coerência e uniformidade nas medidas a implementar e no esclarecimento da população".

Desde logo propõem manter por 14 dias as restrições nas zonas de risco elevado, onde se regista o dobro da incidência máxima da primeira vaga da pandemia, tal como recomenda o Centro Europeu de Prevenção de Doenças, que já utiliza há vários meses limites diferenciados para incidências superiores a 240 novos casos por 100.000 habitantes a 14 dias.

Nas zonas de risco extremamente elevado e com tendência semanal crescente, a Ordem defende ainda testes rápidos para rastreio das populações alargados a todos os contactos de alto risco no início do período de isolamento profilático, para permitir seguir o rasto às cadeias de contágio.

Para finalizar, a Ordem pede ainda o reforço de meios nos serviços de saúde e nos inquérito epidemiológicos que estão em atraso.

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