Coronavírus

Covid-19. Estados alemães querem regras especiais para o Natal e Ano Novo

Hannibal Hanschke

Líderes regionais vão reunir-se na quarta-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, para apresentar as suas propostas sobre possíveis medidas adicionais.

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Os Estados federados alemães acordaram regras especiais para o Natal e o Ano Novo, nomeadamente reuniões com até dez pessoas de diferentes casas, com crianças até 14 anos excluídas deste cálculo, segundo os media locais.

O acordo foi adotado na noite de segunda-feira pelos líderes dos 16 Estados federados (Länder).

Os líderes regionais vão reunir-se na quarta-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, para apresentar as suas propostas sobre possíveis medidas adicionais para alcançar uma redução das infeções pelo SARS-CoV-2.

Os líderes dos Länder concordam em prolongar a atual paralisação parcial da vida pública até 20 de dezembro.

O seu objetivo agora é manter as restrições para que possam ser relaxadas entre os dias 23 de dezembro e 01 de janeiro, nos feriados de Natal e Ano Novo.

Para tal, propõem também que os cidadãos mantenham uma quarentena voluntária de vários dias antes das férias, o que poderia ser apoiado, para além disso, antecipando o início das férias escolares, indicam os chefes de Governo regionais no seu projeto de acordo.

Pedem também aos empregadores que estudem a possibilidade de encerrar as suas empresas entre 21 de dezembro e 03 de janeiro para férias ou como opção o teletrabalho.

O Governo Federal e os Länder também discutirão "com as comunidades religiosas como serão feitos serviços religiosos e outras reuniões religiosas para reduzir o contacto", segundo o acordo.

Em relação ao uso de fogo de artifício na última noite do ano, as regiões concordaram com uma proibição parcial, cabendo às autoridades locais determinar quais ruas e praças serão afetadas.

Esse ponto foi um dos mais polémicos, já que os chefes de Governo social-democratas defendiam a proibição total, principalmente para não colapsar o sistema de saúde, não sobrecarregar bombeiros e polícias e evitar multidões.

Os democratas-cristãos, por sua vez, manifestaram-se contra a proibição geral da venda e do uso de pirotecnia - menos em lugares lotados - e preferem sensibilizar a população.

As autoridades de saúde alemãs registaram 13.554 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas - ficando longe dos 23.648 casos de sexta-feira - e 249 mortes pela covid-19.

No início da semana, porém, os números costumam ser menores, devido ao facto de os laboratórios realizarem menos exames no final de semana.

Segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI) atualizados à meia-noite de segunda-feira, o número de casos positivos desde o anúncio do primeiro contágio no país, no final de janeiro, é de 942.687, com 14.361 mortes.

O RKI estima que cerca de 636.700 pessoas recuperaram da doença e que existem atualmente cerca de 291.600 casos ativos. O número de pacientes com covid-19 nos cuidados intensivos subiu para 3.742 na segunda-feira, dos quais 2.161 - 57% - recebem respiração assistida, segundo dados da Associação Alemã Interdisciplinar de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (DIVI). No conjunto da Alemanha, a incidência cumulativa nos últimos sete dias é de 141,8 casos por 100.000 habitantes.

Atualmente, 21.333 camas de cuidados intensivos estão ocupadas e 6.616 estão livres, mas o principal problema é a falta de funcionários da saúde.