Coronavírus

E o Natal? Se medidas forem levantadas em dezembro, 2021 terá mais internamentos

O alerta é do Centro Europeu de Controlo de Doença.

Especial Coronavírus

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) diz que se as restrições forem levantadas em dezembro haverá um aumento de internamentos no início de 2021. A Diretora-Geral da Saúde garante que vai haver Natal e que espera um alívio das medidas.

Graça Freitas diz acreditar que vai ser possível comemorar o Natal, mesmo com restrições.

Se essas medidas fossem suspensas, por exemplo, a 7 de dezembro, "o aumento de internamentos poderia começar a ocorrer antes de 24 de dezembro", refere o ECDC.

As projeções do ECDC revelam também que Portugal deve atingir o pico de novos casos de covid-19 até ao final de novembro, e que em dezembro o país vai registar o maior número de mortos.

Medidas para o Natal só serão conhecidas duas semanas antes

António Costa disse, na passada quinta-feira, que ainda é difícil antecipar a situação da pandemia para a época natalícia e remeteu a decisão das medidas a aplicar nessa altura festiva para duas semanas antes do Natal.

A razão prende-se com o processo de previsão elaborado pelos especialistas que tem por base um período de 15 dias.

“Têm a previsão de como é a evolução até dezembro, mas conforme vai sendo mais longa a previsão, menor a qualidade e maior o risco de haver um desvio”, explicou o primeiro-ministro reforçando que, “com segurança, [os especialistas] podem prever a 15 dias, mas não mais de 15 dias”.

“Eu sei que o Natal é quando o Homem quiser, mas ainda faltam mais de 15 dias para o Natal. Portanto, infelizmente, ainda não é possível, neste momento, antecipar totalmente as medidas que possam vigorar nessa altura”, acrescentou.

DGS VOLTA A LEMBRAR A IMPORTÂNCIA DE RESPEITAR A “BOLHA”

Graça Freitas deixou na segunda-feira várias mensagens no sentido de serem evitados os contactos fora da “bolha” familiar. A diretora-geral da Saúde diz que é hora de sermos nós “a moldar a dinâmica do vírus”.

Graça Freitas explica que, nesta fase da pandemia, o contacto familiar – quer entre coabitantes ou núcleos familiares distintos – assume um grande relevo na transmissão do vírus. Para isso, explica que é necessário reduzir os contactos ao máximo.

“Ao conviver com familiares de outros núcleos ou com amigos, aumenta a probabilidade de contágio. Vamos fazer escolhas, está nas nossas mãos escolher com quem nos encontramos”, pediu, relembrando as alternativas ao convívio físico que a tecnologia permite hoje em dia.