Coronavírus

Covid-19. China volta a detetar vírus em produtos congelados oriundos do Brasil

Carlos Garcia Rawlins / Reuters

Em embalagens de lombo bovino desossado congelado.

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A China voltou hoje a detetar vestígios do novo coronavírus em embalagens de produtos congelados importados do Brasil, informaram as autoridades da cidade de Tongzhou, na província de Jiangsu.

Em comunicado, o Governo local informou que os vestígios do vírus foram detetados em embalagens de lombo bovino desossado congelado, comprados a uma empresa da cidade de Wuxi, na mesma província.

A produção das embalagens data entre 27 e 31 de julho deste ano, lê-se na mesma nota.

O supermercado RT Mart, de Tongzhou, comprou 182,5 quilos daquela carne e vendeu 123 quilos aos consumidores.

As autoridades retiraram já o produto do supermercado, que também foi desinfetado, e submeteram os funcionários e consumidores a testes de ácido nucleico, mas até agora os resultados foram negativos.

Covid-19 em alimentos importados do Brasil

Não é a primeira vez que a China encontra vestígios do vírus em embalagens de alimentos congelados importados do Brasil.

Na segunda-feira, as autoridades sanitárias de Wuhan, a cidade chinesa onde foram diagnosticados os primeiros casos de covid-19, detetaram vestígios do novo coronavírus em embalagens de carne suína brasileira.

Em agosto, as autoridades da cidade de Shenzhen, sul da China, afirmaram ter encontrado restos na superfície de um lote de asas de frango congelado importado do Brasil.

As autoridades do país alegam que alimentos congelados importados, principalmente carnes e peixes, são a principal origem de novos surtos do vírus na China.

A Comissão Nacional de Saúde da China informou esta quinta-feira que houve um caso de contágio local na região da Mongólia Interior, ao qual deve ser adicionado outro positivo, na província de Heilongjiang, no nordeste do país.

A China respondeu por 40% das exportações do setor agroalimentar do Brasil no primeiro semestre deste ano.