Coronavírus

Covid-19. Primeiras doses da vacina chegam aos estados dos EUA na segunda-feira

Frank Augstein

As empresas de transporte UPS e FedEx vão entregar a vacina da Pfizer a cerca de 150 locais, na segunda-feira.

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As autoridades norte-americanas anunciaram este sábado que a primeira vacina contra a covid-19 vai começar a chegar aos estados na segunda-feira de manhã.

De acordo com o general do Exército Gustave F. Perna, as empresas de transporte UPS e FedEx vão entregar a vacina da Pfizer a cerca de 150 locais, sendo que outros 450 receberão a vacina na terça e quarta-feira.

Gustave Perna, que está responsável pela Operação Warp Speed, o programa de desenvolvimento de vacinas da administração Trump, afirmou que foi programado que a vacina chegasse na segunda-feira de manhã para que os profissionais de saúde as recebam e comecem a administrar.

Covid-19. EUA aprovam vacina da Pfizer após pressões políticas

Na sexta-feira, os Estados Unidos deram luz verde à primeira vacina contra a covid-19, a vacina da Pfizer e da BioNTech, e as primeiras doses serão para profissionais de saúde e residentes em lares de idosos.

Apesar de a decisão da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês) ter chegado pouco depois da revisão pública dos dados de um estudo ainda em curso, foi alvo de pressões políticas por parte da administração Trump, que acusou a agência de ser muito lenta, ameaçando até demitir o diretor da FDA, Stephen Hahn, se a vacina não fosse aprovada até sexta-feira.

A decisão lança agora aquela que será a maior campanha de vacinação na história dos Estados Unidos, mas tem também ramificações globais por ser um modelo para muitos outros países, dando "esperança às pessoas nesta situação em que a pandemia está fora de controlo", disse à Associated Press o diretor executivo da BioNTech, Ugur Sahin.

"Eu acho que não encontrariam um cientista neste planeta que previsse isto há 11 meses", sublinhou Paul Offit, conselheiro da FDA e especialista em vacinas no Hospital Pediátrico de Filadélfia.

EUA consideram vacina da Moderna

Depois de aprovarem a candidata da Pfizer e da BioNTech, os Estados Unidos estão a considerar uma segunda vacina desenvolvida pela farmacêutica Moderna. No início de janeiro, a Johnson&Johnson espera conseguir saber se sua vacina também está a funcionar nos testes finais.

A União Europeia também se prepara para decidir sobre as vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna ainda este mês.

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse numa mensagem de vídeo que a vacina contra a covid-19 representa "um dos maiores feitos científicos na história".

São esperadas cerca de 3 milhões de doses da vacina nas primeiras tranches em todo o país, de acordo com responsáveis da Operação Warp Speed, e uma quantidade semelhante deverá ser mantida em reserva para a segunda dose das primeiras pessoas a serem vacinadas.

O governo ainda está concluir as recomendações finais, mas espera-se outros trabalhadores essenciais, idosos e outros grupos de risco acompanhem os profissionais de saúde e utentes de lares nos grupos prioritários.

Assumindo que não haja falhas na produção das vacinas, as autoridades norte-americanas não antecipam que haja doses suficientes para a população em geral antes da primavera.

"Precisaríamos, pelo menos, até março ou abril para ter um impacto na pandemia", afirmou o diretor executivo da BioNTech.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.595.276 mortos resultantes de mais de 71 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (295.539) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 15,8 milhões).