Coronavírus

Portugal regista mais 98 mortes e 4.044 casos de covid-19

Lisboa

Pedro Nunes

O último balanço da DGS.

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Portugal registou nas últimas 24 horas mais 4.044 casos de infeção e mais 98 mortes associadas à doença covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde deste domingo.

Desde o início da pandemia morreram em Portugal 5.559 pessoas, dos 348.744 casos de infeção confirmados.

Foram considerados curados mais 2.869 doentes nas últimas 24 horas, totalizando 271.322.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS indica que estão internadas 3.157 pessoas, mais 64 do que no dia anterior, das quais 513 em salas de cuidados intensivos, mais 10 do que no sábado.

Das 98 mortes registadas nas últimas 24 horas, 43 ocorreram na região Norte, 30 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 18 na região Centro, quatro no Alentejo, duas na Madeira e uma no Algarve.

As autoridades de saúde têm em vigilância 74.012 contactos, mais 35 do que no sábado, tendo-se registado mais 2.869 doentes recuperados, totalizando, desde o início da epidemia, 271.322.

Segundo o boletim da DGS, a região Norte é a que regista o maior número de novas infeções por SARS-CoV-2 (2.143), totalizando 182.599 casos e 2.659 mortes desde março.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 1.112 novos casos, contabilizando-se até agora 113.094 infeções e 1.919 mortes.
Na região Centro registaram-se mais 520 casos de covid-19, num total de 36.616, e 752 mortos desde março.

Já no Alentejo, foram assinalados mais 162 casos, totalizando 7.905 casos e 145 mortos desde que começou a epidemia em Portugal.
A região do Algarve tem hoje notificados 66 novas infeções, somando 6.143 casos e 59 mortos.

Na Região Autónoma dos Açores foram registados 34 novos casos nas últimas 24 horas, somando agora 1.335 infeções detetadas e 20 mortos.
A Madeira registou sete novos casos e dois mortos. Desde março, a região autónoma contabiliza 1.052 infeções e cinco óbitos.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 156.718 homens e 191.893 mulheres, referem os dados da DGS, segundo os quais há 133 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que estes dados são fornecidos de forma automática.
Do total de vítimas mortais, 2.914 eram homens e 2.645 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

"O contraponto à vacina é terem a doença"

Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, é a favor da criação de centros de vacinação contra a covid-19, apela aos portugueses para tomarem a vacina e deixa um alerta para o Natal.

No Jornal da Sábado, da SIC Notícias, Filipe Froes fala sobre o plano de vacinação português e compara-o ao alemão. Reconhece que Portugal tem falta de planeamento e pede que se olhe para o modelo alemão, adaptando locais para que as pessoas sejam vacinadas.

O pneumologista alerta para os riscos de não receber a vacina, considerando que não é uma "boa decisão" recusá-la. Sobre o facto de um em cada três portugueses duvidar da eficácia, admite que é legitimo

"É legítimo ter dúvidas, mas também é legítimo procurar esclarecer as dúvidas."

O coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos defende que os portugueses devem tomar a vacina contra a covid-19, caso contrário, ficam doentes: "O contraponto à vacina é terem a doença".

Na SIC Notícias, fala sobre a criação de bolhas e os testes rápidos de antigénio, "que são uma grande vantagem, mas têm limitações".

Sobre o Natal, pede que os portugueses sejam responsáveis durante a quadra natalícia: "No Natal, todos temos e queremos ser responsáveis".

"Temos de cumprir estas medidas não porque há fiscalização, mas sim porque estas medidas são essenciais para garantirmos a segurança dos nossos mais próximos."